Ciência

Petróglifos há 1.000 anos são descobertos na Baía de Pōkaʻī após alterações naturais

06 de Abril de 2026 às 15:36

Alterações naturais na Baía de Pōkaʻī expuseram petróglifos que podem ter mais de 1.000 anos e foram produzidos pelos primeiros habitantes havaianos, registrando nascimentos e outros eventos importantes da vida das pessoas que viveram ali há muito tempo. O total de petróglifos ainda não está definido, mas um relatório registrou 26 em uma área de aproximadamente 40 metros de praia. A equipe do Centro de Recreação do Exército mantém a catalogação e monitoramento dos petróglifos para preservá-los diante de danos ambientais e interferência humana

A Baía de Pōkaʻī, localizada na costa da ilha havaiana de Oahu, é palco para uma revelação arqueológica impressionante. Alterações naturais nas linhas costeiras expuseram novamente um grande conjunto de petróglifos que podem ter mais de 1.000 anos.

As gravuras foram vistas pela primeira vez em 2016, mas permaneceram ocultas sob as areias movediças da baía por muitos anos. A exposição dos petróglifos ocorreu após a remoção de areia e sedimentos das rochas da praia pelas ondas.

Os especialistas avaliam que os petróglifos, também conhecidos como kiʻi pōhaku, foram produzidos pelos primeiros habitantes havaianos. Acredita-se que esses registros antigamente possam registrar nascimentos e outros acontecimentos importantes da vida das pessoas que viveram ali há muito tempo.

Uma das imagens mais marcantes apresenta uma figura maior com outra menor acima, interpretada como a representação de um pai e um filho. Outras gravuras podem estar relacionadas à agricultura, parte importante da vida havaiana. Nathan Wilkes, da Guarnição do Exército dos EUA no Havaí, afirmou que o movimento do mar foi o responsável por retirar a camada que cobria as gravuras.

O total de petróglifos ainda não está definido e especialistas avaliam que outras gravuras podem continuar escondidas sob a areia e as algas. Um relatório do Exército registrou 26 petróglifos em uma área de aproximadamente 40 metros de praia, embora a dimensão total do conjunto ainda possa ser maior.

O Centro de Recreação do Exército de Pililaʻau mantém uma equipe encarregada da catalogação e monitoramento dos petróglifos. O objetivo é manter essas marcas antigas preservadas diante de danos ambientais e interferência humana. Para os moradores da Costa de Waianae, os petróglifos representam uma ligação direta com os ancestrais da ilha.

A descoberta desses registros antigos é um momento importante para a comunidade local. Nani Peterson afirmou que essas imagens são mais do que figuras sobre pedras, enquanto Nohea Stevens disse que elas provavelmente contam o moʻolelo do lugar. Ele também expressou surpresa com a descoberta e destacou a importância de preservar esses registros para as gerações futuras.

Os visitantes podem ver as gravuras reveladas, mas é necessário apresentar um documento de identidade militar, pois o estacionamento está localizado em terreno militar.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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