Ciência

Proposta Inovadora Utiliza Imã Gigante no Espaço Para Desviar Asteroides Perigosos

01 de Abril de 2026 às 06:15

Um estudo científico apresentou a proposta do NOVA, um sistema de ajuste de velocidade orbital sem contato para desviar asteroides perigosos. O sistema utiliza imã superconductor gigante alimentado por reator nuclear e se aproxima do asteroide em 10-50 metros para alterar sua órbita com precisão milimétrica. Os cálculos teóricos indicam que a abordagem seria eficaz mesmo em asteroides de grande massa

Proposta Inovadora Utiliza Imã Gigante no Espaço Para Desviar Asteroides Perigosos
BNL

Um novo estudo científico apresentou uma proposta inovadora para evitar a colisão com asteroides potencialmente perigosos: utilizar um imã superconductor gigante no espaço, alimentado por um reator nuclear, para desviar os corpos celestes. O sistema de Ajuste de Velocidade Orbital sem Contato (NOVA), desenvolvido pelo pesquisador Gunther Kletetschka, da Universidade de Alaska Fairbanks e da Universidade Carolina, visa alterar a órbita dessas ameaças espaciais sem causar danos adicionais.

A proposta é baseada na compreensão das estruturas dos asteroides. Muitos desses corpos celestes não são rochas sólidas e impermeáveis, mas sim pilhas de detritos compostas por milhares de pedras e rochas fragmentadas unidas apenas pela gravidade. Para desviar essas ameaças, a nave espacial proposta pelo NOVA aproximaria-se do asteroide a uma distância de operação entre 10 e 50 metros.

Lá, o campo magnético interagiria com os silicatos e minerais de ferro do asteroide, arrancando fragmentos individuais do corpo principal. Cada nova rocha capturada aumentaria tanto a massa da nave quanto seu campo magnético, facilitando a extração do próximo fragmento. O sistema expulsaria essas rochas para o vácuo à uma velocidade superior a um metro por segundo, atuando como um motor de retrocesso.

Os cálculos teóricos indicam que essa abordagem seria eficaz mesmo em asteroides com massas enormes. Por exemplo, os pesquisadores calcularam a viabilidade do NOVA utilizando o asteroide 2024 YR4, que apresentava uma trajetória de impacto na Lua para dezembro de 2032. Os cálculos mostram que um sistema desse tipo poderia alterar a órbita do objeto por apenas 0,5 milímetros por segundo.

A vantagem operacional da abordagem gradual é clara: ao aplicar força magnética em fragmentos pequenos, o mesmo impulso gera acelerações muito maiores. Além disso, o processo permite medir a órbita em tempo real e alinhar com precisão as trajetórias dos fragmentos expulsos para órbitas seguras.

No entanto, a proposta do NOVA enfrenta desafios significativos. Pilotar uma nave com precisão milimétrica a poucos metros de um asteroide irregular durante meses é um desafio extremo que nunca foi alcançado na história da exploração espacial. Além disso, o sistema ainda não contou com testes práticos e enfrenta incertezas mecânicas e geológicas severas.

Apesar desses obstáculos, a proposta do NOVA é um passo importante em direção à proteção da Terra contra asteroides perigosos. A ideia de utilizar imãs supercondutores gigantes para desviar esses corpos celestes oferece uma abordagem inovadora e eficaz que pode ser explorada ainda mais nos próximos anos.

Com informações de El Confidencial

Notícias Relacionadas