Ciência

Rover Curiosity identifica estruturas geológicas complexas em região de Marte que parecia ser plana

24 de Junho de 2026 às 12:15

O rover Curiosity da NASA identificou estruturas geológicas complexas, como polígonos e veias minerais, em uma região de Marte que parecia plana em imagens orbitais. A descoberta ocorreu em 17 de junho de 2026, levando a equipe a priorizar a documentação de alta resolução e a análise de alvos específicos

Rover Curiosity identifica estruturas geológicas complexas em região de Marte que parecia ser plana
NASA

O rover Curiosity, da NASA, identificou estruturas geológicas complexas em uma região remota de Marte que, sob a perspectiva de câmeras distantes e imagens orbitais, aparentava ser uma planície lisa e uniforme. A descoberta ocorreu em 17 de junho de 2026, durante o sol 4.928 da missão Mars Science Laboratory, revelando que a superfície do planeta vermelho abriga detalhes invisíveis a longa distância.

A área, inicialmente selecionada para a operação do DRT — ferramenta utilizada para remover a poeira de rochas e viabilizar análises —, apresentou-se como um mosaico de micro-relevos após o veículo percorrer cerca de 35 metros e se aproximar do terreno. A resolução das imagens capturadas de perto expôs a presença de polígonos, veias minerais, camadas e faixas claras, com dimensões de apenas alguns centímetros.

Essas formações são fundamentais para a reconstrução da história geológica local, pois podem registrar processos de sedimentação, circulação de fluidos e fraturamento da superfície. A análise dessas texturas permite compreender como os materiais marcianos foram alterados, endurecidos ou deformados ao longo do tempo.

A detecção ocorreu após um planejamento baseado em cartografia orbital, que já havia mapeado setores com diferentes tonalidades de bege e laranja, além de variações entre superfícies rugosas e suaves. Antes de chegar a esse ponto, a equipe de missão realizou estudos em outros alvos, como a rocha Rio Baker, analisada pelo APXS, e as áreas Rica Aventura e Tabebuia, investigadas pelo laser do ChemCam. Também foram feitas observações de um bloco escuro denominado Lago Ranco e de afloramentos na base da cordilheira estudada atualmente.

Diante da complexidade do novo cenário, a prioridade científica foi redirecionada para a documentação de alta resolução. O Mastcam realizou panorâmicas e mosaicos detalhados, enquanto o ChemCam utilizou o sistema LIBS para analisar três alvos específicos: a faixa clara Rio Chimore, a veia Rio de Lava e a forma poligonal Rio de Salta. Susanne P. Schwenzer, professora de mineralogia planetária na Open University, detalhou esses achados em publicação no blog oficial da NASA.

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