Ciência

Satélites da NASA revelam simetria incomum entre dois vulcões ativos na Indonésia

20 de Junho de 2026 às 18:07

Satélites da NASA registraram a simetria dos estratovulcões Sundoro, com 3.149 metros, e Sumbing, com 3.370 metros, na Indonésia. Os cones ativos, separados por 12 quilômetros, integram o complexo vulcânico de Dieng

Satélites da NASA revelam simetria incomum entre dois vulcões ativos na Indonésia
NASA/ISS program

Uma imagem capturada por satélites da NASA revelou a simetria incomum de dois estratovulcões ativos na ilha de Java, na Indonésia. Os montes Sundoro e Sumbing, situados no centro da região, apresentam cones quase idênticos e perfis semelhantes, criando a ilusão visual de um "crânio" quando observados da perspectiva orbital.

Separados por uma distância de 12 quilômetros, os picos possuem altitudes distintas: o Sundoro, também chamado de Sindoro ou Sindara, chega a 3.149 metros, enquanto o Sumbing, localizado ao sudeste, atinge 3.370 metros. A aparência de espelhamento é reforçada por cones secundários, resultantes de erupções antigas, que se posicionam em encostas opostas em cada vulcão.

O contraste cromático do cenário acentua a geometria das montanhas. Anéis de florestas verde-escuras cobrem as encostas e terminam abruptamente na base, onde o terreno se transforma em áreas agrícolas. Segundo o Observatório da Terra da NASA, a fertilidade do solo, enriquecido por cinzas vulcânicas, viabilizou o cultivo de cana-de-açúcar, café, milho e arroz nas proximidades.

Embora a imagem sugira equilíbrio, a região é geologicamente instável. Ambos os vulcões integram o complexo vulcânico de Dieng, que reúne cerca de 20 cones no centro de Java. O Sumbing não apresenta erupções desde 1730, mantendo um cráter no topo, enquanto o Sundoro teve sua última atividade eruptiva em 1971 e registrou abalos sísmicos em 2012. Essa dinâmica é característica da localização da Indonésia no Anel de Fogo do Pacífico, zona de encontro de placas tectônicas com alta frequência de vulcanismo.

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