Ciência

SpaceX adia voo da Starship devido a falha técnica na torre de lançamento no Texas

22 de Maio de 2026 às 06:18

A SpaceX adiou para sexta-feira (22) o novo voo da Starship no Texas devido a uma falha no pino hidráulico da torre de lançamento. A missão visa testar componentes reformulados da nave, do propulsor e da plataforma

SpaceX adia voo da Starship devido a falha técnica na torre de lançamento no Texas
Divulgação/SpaceX

A SpaceX adiou a tentativa de realizar um novo voo da Starship, a nave mais poderosa do mundo, que estava programada para esta quinta-feira (21) na base de lançamentos Starbase, no Texas. O impedimento ocorreu devido a uma falha técnica na torre de lançamento, especificamente no pino hidráulico responsável por retrair o braço da estrutura. Elon Musk informou que uma nova tentativa poderá ocorrer na sexta-feira (22), caso o problema na plataforma seja solucionado.

Durante a transmissão do evento, Daniel Huot, gerente de comunicações da empresa, explicou que o acionamento de um desviador de água no sistema causou a interrupção, permitindo que a equipe analisasse os dados para decidir sobre a retomada da operação. Esta missão tem como objetivo testar componentes reformulados, já que a SpaceX redesenhou a nave, o propulsor e a plataforma de lançamento. A nova geração da Starship apresenta um tanque de combustível ampliado, sistema de propulsão completamente redesenhado e mecanismos para missões de longa duração, incluindo a transferência de combustível no espaço.

O histórico de testes da Starship é marcado por evoluções graduais. O primeiro voo, em abril de 2023, terminou em explosão enquanto a nave ainda estava acoplada ao propulsor Super Heavy, devido a uma falha nos motores. Em novembro de 2023, o Super Heavy explodiu após a separação da nave, resultando em 17 correções exigidas após investigação da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). O terceiro teste, em março de 2024, durou 50 minutos e, embora a nave tenha sido destruída, foi considerado um avanço técnico. O quarto voo, em junho de 2024, foi o primeiro êxito total, com pousos planejados no Oceano Índico e no Golfo do México.

Em outubro de 2024, a quinta missão marcou a primeira captura do Super Heavy no ar pelos braços da plataforma, embora a cápsula tenha explodido. Essa manobra de retorno visa reduzir os custos dos voos espaciais. No sexto teste, em novembro de 2024, o Super Heavy não retornou à plataforma e pousou no Golfo do México, enquanto a nave atingiu o Oceano Índico. Essa missão contou com a presença de Donald Trump, presidente eleito dos EUA, que nomeou Musk para liderar o Departamento de Eficiência Governamental.

No sétimo voo, em janeiro de 2025, a SpaceX repetiu a captura do Super Heavy, mas perdeu contato com a nave antes do pouso, resultando na queda de destroços em áreas designadas no Haiti e no desvio de voos comerciais no Caribe. Em março de 2025, no oitavo voo, a empresa novamente capturou o propulsor na plataforma, mas a perda de contato com a nave causou a queda de destroços nas Bahamas e prejudicou 240 voos nos Estados Unidos.

A nona missão, em maio, registrou a perda de controle da nave após 40 minutos e a falha na abertura da porta de carga para oito simuladores de satélites Starlink. Apesar de ter reaproveitado o Super Heavy pela primeira vez, houve perda de contato com o equipamento na descida. No décimo voo, em agosto, a Starship conseguiu reacender o motor no espaço, pousar no Oceano Índico e liberar a carga de simuladores Starlink. O 11º voo, ocorrido em outubro de 2025, foi bem-sucedido com o pouso de ambos os componentes no oceano.

Paralelamente ao desenvolvimento técnico, a SpaceX protocolou um pedido de oferta pública de ações para abrir seu capital na bolsa de valores. Musk projetou que a companhia poderia ser avaliada em US$ 1,75 trilhão, valor que representa quase 100 vezes a receita anual de US$ 18,5 bilhões registrada em 2025.

Com informações de G1

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