Telescópio de Green Bank rastreia cápsula da missão Artemis II durante órbita ao redor da Lua
O Telescópio de Green Bank rastreou a cápsula Orion da missão Artemis II a 343.000 km da Terra, registrando a nave a 3.200 km/h. A operação utilizou uma antena de 100 metros de diâmetro para monitorar a posição dos quatro astronautas durante a órbita lunar. A missão, iniciada em 1º de abril de 2026, percorreu 1,1 milhão de quilômetros antes do pouso no Oceano Pacífico
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2F4bf%2F962%2Fbfb%2F4bf962bfbc8cafb335a55cfcff3ab921.jpg)
O Telescópio de Green Bank, localizado na Virgínia Ocidental, conseguiu rastrear a cápsula Orion da missão Artemis II enquanto a nave orbitava a Lua, a mais de 343.000 km da Terra. O registro, realizado no sexto dia de voo, captou a embarcação movendo-se a aproximadamente 3.200 km/h, evidenciando a capacidade de radiotelescópios terrestres em monitorar naves tripuladas no espaço profundo com alta precisão.
A observação transformou as ondas de rádio emitidas pela cápsula, apelidada de Integrity, em pixels em preto e branco. Embora a imagem seja simplificada, ela representa a posição de quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — em um momento crítico da trajetória, próximo ao período em que a tripulação perde a comunicação ao passar pela face oculta da Lua.
A operação foi viabilizada pela antena de 100 metros de diâmetro do observatório, uma das instalações mais sensíveis do mundo, que permitiu janelas de acompanhamento de seis horas durante a aproximação lunar. A precisão do instrumento foi rigorosa: a diferença de movimento da nave em relação aos cálculos da NASA foi de apenas 0,2 milímetros por segundo, precisão comparável a um velocímetro que registra mudanças ínfimas na velocidade de um automóvel.
A missão Artemis II, fruto de uma parceria entre a NASA e a Agência Espacial Canadense, partiu do Centro Espacial Kennedy em 1º de abril de 2026, impulsionada pelo foguete Space Launch System. Ao longo de dez dias, a nave percorreu cerca de 1,1 milhão de quilômetros, culminando em um pouso no Oceano Pacífico em 10 de abril. Na reentrada à atmosfera, a cápsula atingiu 40.000 km/h, a maior velocidade já registrada por seres humanos.
Além de validar a trajetória da missão, o monitoramento via redes científicas terrestres fornece dados essenciais para a segurança de voos tripulados e a consolidação da presença humana na Lua. O sucesso do rastreio reforça a dependência de equipes de apoio em terra para a viabilização de operações de longa distância, conforme destacado pelo astronauta Jeremy Hansen durante a jornada.