Ciência

Telescópio Euclid identifica os dois quasares mais antigos e distantes já registrados no universo

07 de Julho de 2026 às 06:08

O telescópio Euclid da Agência Espacial Europeia identificou 31 quasares datados de quando o universo tinha cerca de 5% de sua idade atual. O levantamento, publicado na revista Astronomy & Astrophysics, registrou dois objetos com aproximadamente 13 bilhões de anos

Telescópio Euclid identifica os dois quasares mais antigos e distantes já registrados no universo
Agência Espacial Europeia ( ESA)

O telescópio espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA), identificou 31 núcleos galácticos primitivos, conhecidos como quasares, que datam de quando o universo possuía cerca de 5% de sua idade atual. Entre esses objetos, destacam-se os dois quasares mais antigos e distantes já registrados, com aproximadamente 13 bilhões de anos. O levantamento, publicado nesta segunda-feira (06) na revista Astronomy & Astrophysics, foi possível graças à tecnologia de observação no infravermelho do observatório, que superou a limitação anterior de detectar apenas os exemplares mais brilhantes.

Esses quasares, alimentados por buracos negros supermassivos, brilhavam com a intensidade de um trilhão de sóis quando o universo tinha apenas 670 milhões de anos. O fenômeno representa uma fase breve na vida de uma galáxia, na qual grandes volumes de matéria espiralam em direção ao buraco negro central, liberando energia em quantidades massivas. Esse processo torna o núcleo galáctico o objeto mais brilhante do universo, superando a luminosidade da galáxia hospedeira por centenas ou milhares de vezes.

A detecção de núcleos galácticos surgidos antes de 770 milhões de anos após o Big Bang é complexa devido à raridade desses objetos, já que poucas galáxias tiveram tempo para crescer o suficiente. Além disso, a luz primordial é fraca e frequentemente confundida com a de estrelas próximas. O Euclid, lançado em 2023, foi projetado para explorar essa etapa da história cósmica.

A análise desses sistemas permite compreender a formação e o crescimento acelerado de buracos negros que podem ter massas bilhões de vezes superiores à do Sol, um dos principais mistérios da astrofísica. Para Daming Yang, pesquisador da Universidade de Leiden e autor principal do estudo, e para o professor de Física Joseph Hennawi, das universidades de Leiden e da Califórnia em Santa Bárbara, esses objetos oferecem as pistas fundamentais para decifrar como tais estruturas supermassivas se estabeleceram nos primórdios do cosmos.

Com informações de G1

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