Ciência

Tripulação da nave Orion observa flashes de impactos de objetos espaciais na superfície da Lua

10 de Abril de 2026 às 09:18

A tripulação da nave Orion observou seis flashes brancos e azuis na superfície da Lua durante sete horas de monitoramento. O fenômeno, causado por colisões de objetos espaciais, foi visível devido a um eclipse solar. A NASA confirmou os registros realizados pelos astronautas Reid Wiseman e Jeremy Hansen

Tripulação da nave Orion observa flashes de impactos de objetos espaciais na superfície da Lua
NASA

A tripulação da nave Orion registrou flashes luminosos na superfície da Lua, fenômeno provocado por colisões de objetos espaciais com o terreno lunar. A observação direta, confirmada pela NASA, ocorreu durante aproximadamente sete horas de monitoramento, período em que os astronautas identificaram até seis impactos.

A detecção foi facilitada por um eclipse solar visto a partir da Lua, que deixou a superfície escura e tornou os pontos de luz visíveis. O comandante Reid Wiseman e o astronauta canadense Jeremy Hansen descreveram os eventos como pequenos pontos de luz com tonalidade entre o branco e o azul. Segundo Wiseman, a duração de cada flash foi extremamente breve, estimada em um milissegundo.

No centro de controle, a surpresa dos pesquisadores foi evidente, com reações de choque e gritos de emoção. Kelsey Young, responsável científica lunar da missão, admitiu que não esperava que a tripulação testemunhasse tais eventos durante a jornada.

A análise desses dados permite estimar a frequência e a dimensão dos corpos que atingem o satélite. Bruce Betts, chefe científico da Planetary Society, pontuou que os objetos não são partículas minúsculas, mas também não chegam a ser grandes rochas, situando-se em um patamar intermediário de tamanho.

Diferente da Terra, onde a atmosfera desintegra a maioria dos meteoritos, a Lua não possui proteção gasosa, o que torna cada impacto um evento visível. O professor Peter Schultz ressaltou que essas observações reforçam a importância de monitorar com precisão o fluxo de meteoritos, fator crítico para a segurança de futuras bases humanas no satélite.

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