Ciência

Universidade de Waterloo Desenvolve Método que Converte Plásticos em Ácido Acético com Luz Solar

30 de Março de 2026 às 18:15

A Universidade de Waterloo desenvolveu uma técnica para transformar plásticos em ácido acético utilizando luz solar como fonte de energia. O processo utiliza fotocatálise e foi testado com sucesso em quatro tipos comuns de plástico, sem necessidade de triagem prévia. A solução produz um composto útil e pode se autofinanciar por meio da venda do ácido acético gerado durante a descontaminação

Plásticos são transformados em ácido acético por meio de método desenvolvido pela Universidade de Waterloo, utilizando luz solar como fonte de energia. A pesquisa foi liderada pelo Dr. Wei Wei e supervisionada pelo Dr. Yimin Wu com apoio do Instituto da Água.

O processo utiliza fotocatálise em cascata, que fragmenta as cadeias poliméricas do plástico convertendo-as em ácido acético com alta seletividade. A técnica foi desenvolvida a partir de mecanismos naturais de decomposição realizados por fungos e adaptada para criar um catalisador sintético que imita esse comportamento.

Os testes laboratoriais mostraram eficácia em quatro dos tipos mais comuns de plástico, sem necessidade de triagem prévia. Além disso, a reação ocorre em meio aquoso, reduzindo custos energéticos e riscos ambientais.

O produto final é o ácido acético, um composto químico com alto valor comercial amplamente utilizado como matéria-prima em plásticos, solventes e processos farmacêuticos. Isso significa que a solução sustentável pode se autofinanciar por meio da venda do que é produzido durante a descontaminação.

A combinação de fatores distingue o novo método das alternativas convencionais, como incineração e reciclagem mecânica. O processo funciona com energia limpa, em ambiente aquoso e gera um produto útil - três atributos que raramente coexistem.

A equipe avalia adaptar a técnica para reciclagem em larga escala e projetos de limpeza ambiental movidos a energia solar. No entanto, os principais desafios técnicos incluem durabilidade do catalisador, custo de produção do nitreto de carbono e eficiência do processo em condições climáticas variáveis.

Dois caminhos de aplicação estão sendo considerados: reatores solares estacionários para processamento de resíduos coletados e sistemas flutuantes para remediação direta de corpos d'água contaminados. A pesquisa dos cientistas da Universidade de Waterloo se destaca por operar com luz solar visível, produzir um composto específico de valor comercial e mudar a equação econômica da reciclagem.

A tecnologia tende a ganhar velocidade no caminho do laboratório para a escala real à medida que aumenta a pressão regulatória sobre o uso e descarte de plásticos em todo mundo. O método desenvolvido não é apenas um experimento promissor, mas sim um novo jeito de enxergar o problema da crise global do plástico.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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