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Chuvas na Rocinha superam o dobro da média histórica de junho e acionam sirenes de alerta

17 de Junho de 2026 às 06:06

Chuvas de 254,6 mm na Rocinha, volume acima da média de junho, levaram ao acionamento de sirenes e a um deslizamento de terra na Estrada da Gávea. A via opera com apenas uma faixa para a remoção de 70 toneladas de terra, sem registro de vítimas. Outro deslizamento ocorreu na comunidade do Salgueiro, na Tijuca

Chuvas na Rocinha superam o dobro da média histórica de junho e acionam sirenes de alerta
© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

A comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, registrou um volume de chuvas que superou em mais do dobro a média histórica para o mês de junho. Entre as 12h de segunda-feira (15) e a tarde desta terça-feira (16), a estação pluviométrica do Sistema Alerta Rio contabilizou 254,6 milímetros (mm), montante que excede em 146,1 mm a média mensal de 108,5 mm. Outras localidades da zona sul, como Jardim Botânico, Laranjeiras, Vidigal, Urca e Copacabana, também tiveram índices pluviométricos significativos.

Devido ao risco geológico provocado pelo encharcamento do solo, a Defesa Civil Municipal acionou as sete sirenes da Rocinha às 14h07 desta terça-feira, após a medição de 188,2 mm de chuva em 24 horas. Um primeiro alerta sonoro já havia ocorrido entre 7h17 e 11h40.

Na Estrada da Gávea, altura da Rua Portão Vermelho, na Rocinha, o rompimento de uma tubulação da concessionária Águas do Rio provocou um deslizamento de terra na noite passada. A via, que chegou a ser totalmente interditada, opera agora com apenas uma faixa liberada para permitir a atuação da Defesa Civil e da Comlurb. Para a limpeza da encosta, foram mobilizados 50 garis, três pás carregadeiras e 15 caminhões, que removeram 70 toneladas de terra. Não houve vítimas. A Fundação Geo-Rio realizará agora o levantamento para a execução de obras de contenção e implantação de sistema de drenagem no local.

Na zona norte, a Rua São Sebastião, na comunidade do Salgueiro, na Tijuca, também registrou um deslizamento de terra, embora não tenham sido atingidos imóveis nem houve a necessidade de interditar a via.

A prefeitura orienta que a população evite circular pelas áreas afetadas, especialmente locais sujeitos a alagamentos e deslizamentos. A recomendação é não forçar a passagem de veículos em pontos alagados e manter distância de árvores ou áreas abertas durante ventos fortes e descargas elétricas. Moradores devem monitorar rachaduras nas residências e, ao notar qualquer abalo estrutural, acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. Em áreas de risco, é fundamental observar os alertas sonoros e dirigir-se aos pontos de apoio indicados.

A previsão meteorológica indica que a entrada de ventos úmidos do oceano manterá a nebulosidade variável na quarta (17) e quinta-feira (18), com possibilidade de chuvas fracas e isoladas até a manhã de quinta. Os ventos seguirão fracos a moderados. A estabilização do tempo ocorre na sexta-feira (19), quando um sistema de alta pressão deve reduzir a nebulosidade e encerrar a previsão de chuvas.

Com informações de Agência Brasil

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