Onda de calor na Europa atingiu mais de 410 milhões de pessoas entre junho e julho
Uma onda de calor entre 15 e 30 de junho atingiu cerca de 410 milhões de pessoas na Europa, com temperaturas acima de 35°C. O evento superou a escala de exposição de agosto de 2003, quando 320 milhões de habitantes enfrentaram calor extremo
Entre 15 e 30 de junho, uma onda de calor atingiu áreas onde residem aproximadamente 410 milhões de pessoas na Europa, o que representa mais de dois terços da população do continente. O evento, que levou as temperaturas para cima dos 35°C, superou a escala de exposição registrada em agosto de 2003, quando 320 milhões de pessoas enfrentaram calor extremo durante 16 dias consecutivos.
A análise, que cruzou dados populacionais do Centro Comum de Pesquisa da União Europeia com registros do Observatório Europeu da Seca, evidencia a mudança na dimensão desses fenômenos. O aquecimento global tem acelerado o ritmo de aumento das temperaturas na Europa, tornando as ondas de calor mais frequentes, prolongadas e intensas.
O cenário exige atenção redobrada às orientações de saúde, especialmente para idosos, crianças, trabalhadores expostos ao sol e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares. A exposição prolongada ao calor dificulta o equilíbrio térmico do organismo; quando a evaporação do suor não é suficiente para resfriar o corpo — situação comum em noites quentes ou com alta umidade —, podem ocorrer desidratação, tontura, queda de pressão, confusão mental e exaustão. Em casos graves, a insolação pode comprometer órgãos vitais.
Além dos riscos diretos à saúde, esses episódios ampliam a pressão sobre o sistema hospitalar, elevam a demanda por energia elétrica, prejudicam plantações e aumentam a probabilidade de incêndios florestais. Diante da recorrência desses eventos, as autoridades europeias ampliaram as medidas de adaptação e os alertas sanitários para mitigar os impactos na população.