Ondas de calor extremo causam impactos na infraestrutura e nos serviços de diversos países europeus
Ondas de calor extremo na Europa causaram lotação de hospitais, cancelamento de aulas, atrasos em voos e derretimento de trilhos ferroviários. A Espanha prevê temperaturas de 40 graus, com a expectativa de que o fenômeno dure mais de duas semanas em todo o continente
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A Europa enfrenta uma onda de temperaturas extremas sem precedentes, com impactos severos que resultaram em hospitais lotados, cancelamento de aulas, atrasos em voos e até o derretimento de trilhos ferroviários em países como Bélgica, Países Baixos, Reino Unido, Áustria e Alemanha. O cenário tende a se agravar com a chegada de um novo episódio de calor intenso na Espanha, com previsões de termômetros atingindo os 40 graus. A expectativa é que esse fenômeno dure mais de duas semanas e se expanda por todo o continente.
A infraestrutura habitacional de grande parte da Europa, especialmente nas regiões central e norte, não foi projetada para lidar com esse clima. Residências típicas, como as inglesas, utilizam janelas amplas com vidros poligonais e carpetes em diversos cômodos, incluindo banheiros. Essas características, desenhadas para captar luz e suportar o frio e as chuvas constantes, acabam criando um efeito estufa que transforma as casas em armadilhas térmicas.
O isolamento térmico rigoroso, comum em edifícios europeus, também contribui para o problema. Com camadas de isolamento que chegam a 20 centímetros, as construções funcionam como se estivessem vestindo um casaco, o que é eficiente no inverno, mas torna-se prejudicial durante o verão por tornar as casas excessivamente estanques.
Para mitigar esses efeitos, a estratégia mais eficaz é o bloqueio do calor antes que ele penetre no ambiente, utilizando sistemas de proteção solar. Elementos como persianas, toldos, ventiladores e ar-condicionado — comuns em casas do sul e do interior da Península Ibérica — são essenciais. A recomendação é manter a residência o mais escura possível para evitar o aquecimento interno.
A adaptação das moradias deve ser dinâmica, permitindo que os moradores ajustem a casa conforme as estações. Isso inclui a instalação de elementos móveis, como janelas e persianas que possam ser abertas ou fechadas conforme a necessidade. Além disso, a gestão interna do ambiente deve variar: o uso de cortinas e carpetes deve ser restrito ao inverno, enquanto no verão a prioridade deve ser a limpeza dos pisos e a instalação de cortinas nas portas.