Satélites registram temperaturas acima de 50 °C no solo de regiões da França e Espanha
Onda de calor na Europa Ocidental, impulsionada por um domo de calor, registrou temperaturas terrestres acima de 50 °C em partes da França e Espanha. A Météo-France reportou a terça-feira (23) como o dia mais quente da história do país, com pico de 44,3 °C em Pissos. Seis nações emitiram alertas vermelhos, resultando em fechamento de escolas e interrupções em serviços de energia e transportes
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A Europa Ocidental enfrenta uma severa onda de calor, com França e Espanha concentrando os maiores impactos. O fenômeno é causado por um domo de calor — uma área de alta pressão que retém o tempo seco e as altas temperaturas — sustentado por um padrão atmosférico chamado bloqueio ômega. Esse sistema atrai ar quente do Norte da África e o mantém estacionado sobre a região, marcando a segunda grande onda de calor no continente em apenas dois meses.
A intensidade do evento foi evidenciada por imagens de satélite da missão Copernicus Sentinel-3, da Agência Espacial Europeia (ESA), capturadas na terça-feira (23) às 9h54 UTC. Os dados de temperatura da superfície terrestre (LST), que medem o calor do solo e não do ar, registraram marcas superiores a 50 °C em extensas áreas do norte da Espanha e do centro e sul da França. Esse monitoramento é fundamental para avaliar os danos à infraestrutura, agricultura, ecossistemas e saúde pública.
No ar, os termômetros também registraram marcas históricas. A Météo-France apontou a terça-feira (23) como o dia mais quente da história do país, com média nacional de 29,8 °C. O pico individual ocorreu em Pissos, no sudoeste francês, onde a temperatura chegou a 44,3 °C. Na Espanha, a agência AEMET emitiu alerta vermelho para as províncias de Cantábria, Bizkaia e Gipuzkoa, no norte da Península Ibérica, após Andújar, no sul, ter atingido 42,7 °C em dias anteriores.
A situação levou Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Suíça e Luxemburgo a emitirem alertas de nível vermelho, o grau máximo de perigo. As consequências práticas já afetam o cotidiano da população, resultando no fechamento de escolas, atrasos em malhas ferroviárias e interrupções no fornecimento de energia elétrica na Itália, França e Espanha.