Ações da Intel sobem após anúncio de que Apple fabricará chips nos Estados Unidos
Ações da Intel subiram 6,5% no pré-mercado após Donald Trump anunciar acordo para a Apple fabricar chips nos Estados Unidos. A parceria, reportada pelo Wall Street Journal, visa diversificar a cadeia de suprimentos da Apple e fortalecer a produção de semicondutores norte-americanos
As ações da Intel subiram aproximadamente 6,5% nas negociações pré-mercado após o anúncio de que a Apple concordou em projetar e fabricar chips em solo norte-americano. A informação foi divulgada pelo presidente Donald Trump, via rede social Truth Social, nesta quinta-feira (18). O acordo preliminar, que resultou de negociações conduzidas por mais de um ano, foi reportado inicialmente pelo Wall Street Journal, embora Apple e Intel ainda não tenham se manifestado oficialmente.
A movimentação financeira da Intel reflete um salto que triplica os ganhos acumulados pela companhia no ano. O contrato assegura à empresa a demanda constante de uma gigante dos eletrônicos de consumo, além de fortalecer sua reputação e a divisão de fabricação de semicondutores, setor onde perdeu competitividade para a TSMC. Recentemente, a Intel também confirmou a entrada em produção inicial de sua tecnologia de fabricação 18A, impulsionada pela procura por processadores centrais.
Para a Apple, a parceria diversifica a cadeia de suprimentos, reduzindo a dependência da TSMC, cujas linhas de produção mais modernas estão saturadas por demandas de empresas de inteligência artificial, como AMD e Nvidia.
A iniciativa alinha-se à estratégia do governo Trump de robustecer a produção de semicondutores nos Estados Unidos e diminuir a dependência da China. No ano passado, a administração federal adquiriu 10% de participação na Intel e planejou investimentos de US$ 10 bilhões para a expansão de fábricas no país. Com a valorização da fatia governamental para mais de US$ 50 bilhões, Trump declarou que deveria ter solicitado uma participação acionária maior na empresa.