Anvisa autoriza a Ypê a retomar a produção de produtos de limpeza em Amparo
A Ypê retomará a produção de detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos em Amparo (SP) até segunda-feira (1º), após autorização da Anvisa. A reabertura de duas unidades fabris ocorre após a adequação de 76 requisitos sanitários e a implementação de melhorias produtivas. A Anvisa permitiu a distribuição de itens fabricados a partir de 1º de abril de 2026, mantendo a proibição de lotes com numeração final 1 produzidos até 31 de março
A Ypê retomará a produção de desinfetantes, lava-roupas líquidos e detergentes em sua unidade de Amparo (SP) até segunda-feira (1º). A medida ocorre após a Anvisa autorizar a reabertura das atividades na última sexta-feira (29), encerrando a suspensão de duas das oito unidades fabris do complexo industrial, que estava interrompida desde 7 de maio.
O retorno operacional acontece após a implementação de melhorias nas linhas de produção e controle, além do cumprimento de um plano de ação que abrangeu 76 requisitos sanitários identificados em inspeção conjunta realizada em abril. Entre sábado (30) e domingo (31), as unidades passam por processos de limpeza e sanitização. A liberação dos novos produtos para o mercado dependerá de validação da equipe de Garantia da Qualidade da empresa e de resultados positivos em análises microbiológicas.
A interrupção das atividades foi motivada por riscos de contaminação microbiológica, detectados em fiscalização ocorrida entre 27 e 30 de abril de 2026. A inspeção final, que viabilizou a retomada, foi conduzida entre quinta (28) e sexta-feira pela Anvisa em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.
No âmbito comercial, a Anvisa autorizou a distribuição e o uso de produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026. Contudo, permanece a proibição de venda, distribuição e uso de itens com numeração final de lote 1 fabricados até 31 de março de 2026. A Ypê mantém a política de troca ou ressarcimento para esses lotes proibidos, que devem ser armazenados em local seguro e aguardar a apresentação de laudos de laboratórios autorizados para eventual liberação.
O impacto operacional da suspensão atingiu diretamente entre 450 e 500 trabalhadores das duas linhas produtivas, com reflexos indiretos para outros 3 mil profissionais de transporte e logística.
A decisão regulatória considerou o histórico da empresa, que em novembro de 2025 realizou um recolhimento voluntário de lava-roupas líquidos após a detecção da bactéria *Pseudomonas aeruginosa*. Embora a Anvisa tenha fundamentado a interdição atual nos achados da inspeção de abril, o histórico de contaminação foi parte da avaliação de risco. A bactéria em questão é um microrganismo oportunista que, embora raro em pessoas saudáveis, pode agravar quadros infecciosos em indivíduos imunossuprimidos.