Anvisa autoriza retomada das atividades em unidades fabris da Ypê em Amparo
A Anvisa autorizou a retomada das atividades de duas unidades fabris da Ypê em Amparo (SP), que estavam paralisadas desde 7 de maio. A operação plena deve ser recuperada em até uma semana, mediante a aplicação de protocolos de limpeza e adequações estruturais. A liberação permite a produção e venda de itens com final de lote 1 fabricados a partir de 1º de abril de 2026
A Ypê projeta retomar a capacidade máxima de operação em suas unidades fabris em até uma semana, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o retorno das atividades. A medida impacta o complexo industrial de Amparo (SP), onde duas das oito unidades de produção — dedicadas a detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos — estavam paralisadas desde 7 de maio.
A retomada ocorre de forma gradual, mediante a execução de um protocolo de limpeza e sanitização das linhas de produção e envase. Para viabilizar a reabertura, a companhia implementou adequações estruturais, que incluíram a renovação de móveis e utensílios de inox, nova pintura em sala de manuseio de matéria-prima de detergentes e a aquisição de maquinário para controle de corantes.
A liberação da Anvisa autoriza a produção, comercialização e distribuição de produtos com final de lote 1, desde que fabricados a partir de 1º de abril de 2026. Contudo, a proibição de uso e venda de produtos com a mesma numeração de lote fabricados até 31 de março de 2026 permanece vigente. A empresa mantém a política de troca ou ressarcimento para esses itens, que devem ser armazenados em local seguro até que novos laudos laboratoriais autorizados pela agência permitam a liberação.
A interdição parcial e o recolhimento de produtos foram determinados após uma inspeção realizada entre 27 e 30 de abril de 2026, que identificou riscos de contaminação microbiológica. Para reverter a situação, a Ypê apresentou um plano de ação para cumprir 76 requisitos sanitários. A liberação definitiva foi concedida após nova fiscalização ocorrida entre 28 e 29 de maio, conduzida pela Anvisa em conjunto com os Centros de Vigilância Sanitária de São Paulo, Campinas e Amparo.
O episódio possui conexão técnica com um histórico de contaminação registrado em novembro de 2025, quando a fabricante realizou um recolhimento voluntário de lava-roupas líquidos devido à presença da bactéria *Pseudomonas aeruginosa*. Embora a Anvisa tenha considerado esse histórico na avaliação de risco, a decisão de suspensão recente baseou-se especificamente nos achados da inspeção de abril.
A *Pseudomonas aeruginosa* é um microrganismo oportunista presente no ambiente e na pele humana, que geralmente não afeta pessoas saudáveis, mas pode agravar quadros infecciosos em indivíduos imunossuprimidos.