Economia

B3 registra em maio o pior resultado mensal desde fevereiro de 2023

30 de Maio de 2026 às 08:15

A B3 fechou maio com queda de 7,22%, enquanto o Ibovespa encerrou a sexta-feira em 173.787,49 pontos. O dólar comercial subiu 1,82% no mês, cotado a R$ 5,0453 no último dia útil. O barril Brent e o WTI recuaram 17,4% e 16,8%, respectivamente, no período

B3 registra em maio o pior resultado mensal desde fevereiro de 2023
© REUTERS/AMANDA PEROBELLI/DIREITOS RESERVADOS

A B3 encerrou maio com uma retração acumulada de 7,22%, registrando o pior resultado mensal desde fevereiro de 2023. No fechamento desta sexta-feira (29), o Ibovespa recuou 0,73%, fixando-se em 173.787,49 pontos, após ter atingido a mínima de 172.686,36 pontos — o menor patamar desde janeiro. O desempenho foi impactado, sobretudo, por papéis do setor bancário e de commodities.

Paralelamente, o dólar comercial subiu 1,82% no mês, revertendo a queda de 4,36% observada em abril e encerrando acima de R$ 5. Na sexta-feira, a moeda americana avançou 0,24% (R$ 0,011), cotada a R$ 5,0453, embora tenha atingido a máxima de R$ 5,07 durante a manhã. Esse movimento cambial reflete a saída líquida de R$ 14,1 bilhões de capital estrangeiro da bolsa brasileira entre o início do mês e o dia 27.

A desvalorização dos ativos nacionais ocorre em um cenário de redirecionamento do fluxo global de capital. Recursos que antes beneficiavam mercados emergentes migraram para ações de tecnologia nos Estados Unidos e em países asiáticos, como Taiwan e Coreia do Sul. Em Nova York, o Nasdaq e o S&P 500 renovaram máximas históricas em maio, com altas de 8,36% e 5,15%, respectivamente.

A pressão sobre os mercados também foi influenciada pela perspectiva de manutenção de juros elevados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No cenário doméstico, o crescimento de 1,1% da economia brasileira no primeiro trimestre de 2026, comparado ao período anterior, superou as previsões e gerou incertezas sobre a continuidade da redução da taxa Selic. No campo geopolítico, investidores monitoraram a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras pelo governo dos Estados Unidos.

No setor de energia, as cotações internacionais do petróleo sofreram forte queda devido à expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para normalizar o fluxo no Estreito de Ormuz e reduzir tensões no Oriente Médio. O barril Brent recuou 17,4% em maio, fechando a sexta-feira a US$ 91,12. O WTI acumulou baixa mensal de 16,8%, encerrando a US$ 87,36. A commodity chegou a operar abaixo de US$ 90 após declarações de Donald Trump sobre a possível negociação com o Irã, o que pressionou negativamente as ações da Petrobras e de outras empresas de energia na B3.

Com informações de Agência Brasil

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