Economia

Banco Central Europeu eleva taxa de depósito para 2,25% após alta da inflação na região

11 de Junho de 2026 às 15:19

O Banco Central Europeu elevou a taxa de depósito de 2% para 2,25% nesta quinta-feira (11). A medida ocorre após a inflação da zona do euro atingir 3,2% em maio. A instituição também revisou a projeção de preços ao consumidor para 2026, elevando-a para 3%

O Banco Central Europeu (BCE) elevou a taxa de depósito de 2% para 2,25% nesta quinta-feira (11), interrompendo um ciclo de estabilidade que durava desde 2023. A decisão, aprovada por unanimidade pelo conselho da instituição, ocorre após a inflação da zona do euro atingir 3,2% em maio, superando a meta de 2% estabelecida pelo órgão.

O movimento é a primeira resposta de um grande banco central à alta nos preços de energia decorrente do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Diante desse cenário, o BCE revisou a projeção de preços ao consumidor para 2026, elevando a estimativa de 2,6% para 3%.

A presidente da instituição, Christine Lagarde, justificou a medida em Frankfurt como um sinal necessário para evitar que a inflação saia de controle, o que dificultaria a estabilidade de preços nos anos seguintes. Lagarde pontuou que a guerra no Oriente Médio amplia a incerteza econômica e gera pressões inflacionárias na região.

A política monetária é implementada em um contexto de fragilidade econômica. A projeção de crescimento para 2026 foi ajustada para 0,8%, contra a previsão anterior de 0,9%, enquanto famílias e empresas já lidam com o encarecimento da energia.

A estratégia preventiva do BCE baseia-se na experiência de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia desencadeou uma crise inflacionária e a instituição foi criticada pela demora na reação. Atualmente, há questionamentos sobre a eficácia do aumento dos juros, dado que a inflação atual é impulsionada pela oferta de energia e não pelo excesso de demanda.

Embora Lagarde não tenha antecipado as próximas movimentações, a persistência de preços elevados e a instabilidade geopolítica mantêm a possibilidade de novos ajustes nas taxas de juros nos próximos meses.

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