Barril do Brent atinge o nível mais elevado em dez dias nesta sexta-feira
O barril do Brent subiu 3,71%, atingindo US$ 109,64 nesta sexta-feira (15), enquanto o WTI valorizou 3,44%, cotado a US$ 104,65. A alta ocorre em meio a tensões no Oriente Médio e instabilidade no Estreito de Ormuz. O governo chinês solicitou a reabertura de rotas marítimas e trégua na região
O barril do Brent atingiu US$ 109,64 por volta das 6h45 de Brasília nesta sexta-feira (15), registrando alta de 3,71% frente ao fechamento de quinta-feira (14) e alcançando o nível mais elevado em dez dias. O valor mais alto do período recente ocorreu em 5 de abril, quando a commodity chegou a US$ 114,44. No mesmo sentido, o WTI, referência no mercado norte-americano, subiu 3,44%, cotado a US$ 104,65. Às 11h23, o Brent operava a US$ 108,45, com valorização de 2,58%.
A movimentação reflete a instabilidade no fornecimento global de energia, impulsionada por tensões no Oriente Médio e a situação crítica no Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte de petróleo. Mesmo com a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, a volatilidade persiste. Embora ambos tenham concordado sobre a necessidade de manter o estreito aberto, o encontro resultou em poucos acordos concretos e não resolveu temas sensíveis entre as duas potências.
Em comunicado ao fim da visita da comitiva dos Estados Unidos à China, o governo chinês solicitou a reabertura imediata das rotas marítimas e uma trégua duradoura na região, alertando que o conflito prejudica as cadeias de suprimentos, o abastecimento energético e o crescimento econômico mundial.
No cenário geopolítico, Donald Trump pressionou o Irã a aceitar um acordo enquanto o cessar-fogo permanece vigente, afirmando em entrevista à Fox News que sua paciência é limitada. O presidente americano manifestou interesse em obter o urânio enriquecido do Irã, argumentando que a medida teria maior peso político e simbólico do que militar, ponto central da disputa envolvendo o programa nuclear iraniano e Israel.
Enquanto isso, Israel e Líbano avançaram em conversas para manter a trégua na fronteira, em rodadas de negociações classificadas como positivas por autoridades dos Estados Unidos. Contudo, a instabilidade continua: nesta sexta-feira (15), Israel bombardeou posições do Hezbollah, alegando violação do acordo, e solicitou a evacuação de cinco vilarejos no sul do Líbano.