Economia

Bolsas globais sobem após acordo preliminar para o fim da guerra com o Irã

15 de Junho de 2026 às 06:03

Bolsas globais subiram nesta segunda-feira (15) após acordo preliminar para o fim da guerra com o Irã e reabertura do Estreito de Ormuz. O Nikkei 225 atingiu máxima histórica de 69.317,50 pontos, enquanto o petróleo Brent caiu para US$ 83,25 por barril. Donald Trump determinou o fim do bloqueio naval e a assinatura formal do pacto ocorrerá sexta-feira, na Suíça

As bolsas globais reagiram com forte alta nesta segunda-feira (15) após a divulgação de um acordo preliminar para o fim da guerra com o Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. O movimento encerra um período de instabilidade nos mercados financeiros iniciado no final de fevereiro.

O impacto imediato foi sentido nos preços do petróleo. O Brent, referência internacional, recuou US$ 4,08, sendo cotado a US$ 83,25 por barril, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu US$ 4,51, atingindo US$ 80,37 por barril.

Na Ásia, o índice Nikkei 225, em Tóquio, saltou 5% e alcançou a máxima histórica de 69.317,50 pontos, com destaque para as áreas de inteligência artificial e tecnologia. O Kospi, na Coreia do Sul, avançou 5,2%, e o Shanghai Composite, na China, subiu 1,6%. Outros indicadores asiáticos também fecharam em alta: o Taiex, de Taiwan, subiu 2,8%, o Sensex, da Índia, 1,2% e o Hang Seng, de Hong Kong, 0,6%.

A tendência de alta se estendeu à Europa. O DAX, da Alemanha, e o CAC 40, de Paris, subiram ambos 1,7%, operando na faixa dos 25.066 pontos. Em Londres, o FTSE 100 registrou alta de 0,8%. Nos Estados Unidos, os contratos futuros do S&P 500 indicam abertura positiva para Wall Street, com valorização de 1,2%.

O presidente Donald Trump confirmou o entendimento inicial e determinou o término do bloqueio naval aos portos iranianos. O governo do Irã também validou o avanço, condicionando a implementação à assinatura formal do documento, agendada para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Apesar da reação dos ativos, a estabilização dos fretes marítimos e dos preços de combustíveis deve demorar alguns meses, pois companhias de seguros e de navegação aguardam a comprovação do cumprimento do pacto.

Com informações de G1

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