Economia

Brasil negocia com Estados Unidos para evitar a implementação de novas tarifas de importação

08 de Julho de 2026 às 12:06

O governo brasileiro negocia com os Estados Unidos para evitar tarifas de importação de até 25% sobre produtos nacionais, com prazo final em 15 de julho. O Planalto e o Itamaraty buscam ampliar a lista de isenções por meio de reuniões técnicas e diplomáticas

O governo brasileiro mantém negociações com os Estados Unidos para tentar barrar a implementação de novas tarifas de importação, que podem chegar a 25% e 12,5% sobre produtos exportados pelo Brasil. O prazo para a definição dessas taxas termina na próxima semana, no dia 15 de julho, e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera que Donald Trump decida pela desistência da medida ao analisar os impactos negativos que o tarifaço causaria à própria economia americana.

Atualmente, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não projetam a reversão total das tarifas, mas buscam ampliar a lista de exceções de produtos isentos. Diplomatas relatam que todas as informações solicitadas foram entregues, embora apontem que o escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) utilizou os mesmos dados da investigação comercial de julho de 2025 para recomendar a taxação no mês passado.

A agenda de discussões incluiu uma rodada técnica nesta terça-feira (7) e prevê reuniões de alto nível entre autoridades americanas, como Jamieson Greer, e representantes brasileiros, incluindo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, além dos secretários do Itamaraty Philip Fox Gough e Maurício Lyrio.

Paralelamente ao diálogo institucional, há uma dimensão política envolvendo a permanência de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. O pré-candidato do PL busca a obtenção de um adiamento da decisão sobre as tarifas, o que seria interpretado como um gesto político de Trump em favor do senador. Para o governo brasileiro, tal postergação serviria como munição eleitoral para Flávio Bolsonaro, que é criticado pela gestão federal por submeter interesses nacionais aos dos Estados Unidos. Até o momento, o Itamaraty não recebeu qualquer sinalização de que o prazo de 15 de julho será adiado.

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