Economia

Brasil registra abertura de 767 mil postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e maio

01 de Julho de 2026 às 06:21

Brasil criou 767.326 postos de trabalho formais entre janeiro e maio, com 72.260 vagas apenas em maio. O setor de Serviços liderou as contratações do último mês, enquanto o salário médio dos admitidos foi de R$ 2.384,10

Brasil registra abertura de 767 mil postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e maio
© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

O Brasil registrou a abertura de 767.326 postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e maio, com saldo positivo de empregos em todas as unidades da Federação no acumulado do período. Somente em maio, o país somou 72.260 novas vagas, resultado de 2.207.303 admissões contra 2.134.343 desligamentos.

O setor de Serviços liderou as contratações em maio com 45.655 vagas, impulsionado pelas áreas de Saúde Humana e Serviços Sociais (14.478), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (11.413) e Transporte, Armazenagem e Correio (6.227). Na sequência, a Construção Civil adicionou 12.096 postos, com destaque para obras de infraestrutura (8.916). A Agropecuária abriu 10.205 vagas, concentradas nas culturas de café (17.674), laranja (2.458) e cana-de-açúcar (828). A Indústria registrou saldo positivo de 4.974 vagas, puxado pela fabricação de veículos, reboques e carrocerias (3.232), derivados de petróleo, biocombustíveis e coque (2.294), além de produtos alimentícios (2.216). O Comércio fechou o grupo com 40 novas vagas.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as maiores taxas de empregabilidade foram observadas no serviço doméstico (12,86%), administração pública, defesa e seguridade social (5,41%), construção civil (5,23%) e transporte, armazenagem e correio (1,99%).

Em maio, o crescimento do emprego formal ocorreu em 22 das 27 unidades da Federação, com destaque para São Paulo (18.224), Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195). Em contrapartida, houve redução de postos no Rio Grande do Sul (-5.657), Goiás (-2.742), Tocantins (-743), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75). O recuo nessas regiões é atribuído à sazonalidade do agronegócio, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a queda também é reflexo do fim da safra e da aplicação de tarifas dos Estados Unidos sobre os setores de couro e calçados.

Quanto à remuneração, o salário médio real dos admitidos em maio foi de R$ 2.384,10. O valor representa uma queda de 0,75% (R$ 17,97) em relação a abril, mas indica alta de 1,5% (R$ 35,98) comparado ao mesmo mês de 2025.

Sobre a relação entre auxílios sociais e formalização, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que, entre janeiro e abril, 1.451.616 beneficiários do Bolsa Família foram contratados, enquanto 1.030.000 foram desligados, resultando em um saldo de 421 mil pessoas. O ministro Rogério Marinho utilizou esses dados para refutar a tese de que o programa desestimula a busca por emprego formal para a manutenção do benefício.

Com informações de Agência Brasil

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