Economia

Calendário da restituição do IR 2026: pagamentos devem começar no fim de maio e seguir até o segundo semestre

20 de Março de 2026 às 17:12

A restituição do Imposto de Renda 2026 deve seguir o modelo de pagamentos em lotes mensais, com início entre maio e junho e prioridade para idosos, professores e contribuintes que utilizarem Pix e declaração pré-preenchida.

O calendário da restituição do Imposto de Renda 2026 ainda depende de confirmação oficial da Receita Federal, mas projeções baseadas no histórico recente indicam que os pagamentos devem começar no fim de maio ou início de junho, seguindo em lotes mensais ao longo do segundo semestre.

A expectativa é de manutenção do modelo adotado nos últimos anos, com liberações escalonadas da restituição. Em 2025, por exemplo, os valores foram pagos entre maio e setembro, divididos em cinco lotes mensais . Para 2026, a tendência é semelhante, embora haja estimativas divergentes sobre o número total de lotes.

Projeções de mercado apontam dois cenários principais. No mais conservador, o calendário manteria cinco lotes regulares, com depósitos previstos para o fim de cada mês entre maio e setembro. Nesse formato, o cronograma provável seria:

  • 1º lote: fim de maio de 2026

  • 2º lote: fim de junho de 2026

  • 3º lote: fim de julho de 2026

  • 4º lote: fim de agosto de 2026

  • 5º lote: fim de setembro de 2026

Após esses pagamentos, a Receita ainda costuma liberar lotes residuais para contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram pendências, com depósitos que podem avançar até 2027 .

Outro cenário considerado por especialistas prevê a ampliação do calendário para mais lotes ao longo do ano, estendendo os pagamentos até dezembro. Nesse caso, a restituição começaria no fim de junho e seguiria com liberações mensais até o final do ano . Apesar dessa possibilidade, o padrão histórico de cinco lotes continua sendo a principal referência.

Independentemente do número de etapas, a lógica de pagamento permanece a mesma: primeiro recebem os contribuintes com prioridade legal. Entram nesse grupo idosos com mais de 80 anos, pessoas acima de 60 anos, contribuintes com deficiência ou doença grave e profissionais cuja principal renda seja o magistério. Em seguida, aparecem aqueles que utilizam a declaração pré-preenchida e optam por receber via Pix, mecanismo que tem ganhado peso na fila de prioridade .

Para os demais contribuintes, o fator determinante passa a ser a ordem de envio da declaração. Quem entrega mais cedo tende a receber nos primeiros lotes, desde que não haja inconsistências nos dados.

O cronograma da restituição está diretamente ligado ao calendário de entrega da declaração. Para 2026, a expectativa é que o prazo comece na segunda quinzena de março e se estenda até o último dia útil de maio, seguindo o padrão recente da Receita Federal .

Além das datas, outro ponto relevante é a correção dos valores. As restituições são atualizadas pela taxa Selic desde maio até o mês anterior ao pagamento, o que faz com que contribuintes que recebem nos últimos lotes tenham valores ligeiramente maiores.

Com a definição oficial ainda pendente, especialistas recomendam acompanhar os canais da Receita Federal nas próximas semanas. A publicação da instrução normativa com o calendário definitivo costuma ocorrer no início do período de entrega das declarações.

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