Câmara dos Deputados vota projeto que visa extinguir a escala de trabalho 6x1 nesta terça-feira
O Copom do Banco Central define, entre terça (16) e quarta-feira, a nova taxa Selic, atualmente em 14,5%. A Câmara dos Deputados vota nesta terça o Projeto de Lei 1838/26, que propõe a extinção da escala de trabalho 6x1

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define, entre esta terça (16) e quarta-feira, o novo patamar da taxa Selic, atualmente fixada em 14,5%. A decisão ocorrerá após a análise de indicadores econômicos nacionais e globais para determinar a viabilidade de uma redução ou a manutenção do nível atual de juros.
No encontro anterior, realizado em abril, o comitê reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual por unanimidade. Embora tenha sido a segunda queda consecutiva, o ritmo de redução foi desacelerado devido às incertezas geopolíticas no Oriente Médio e à perspectiva de inflação elevada por um período mais extenso. Na ata daquela reunião, o Banco Central destacou a necessidade de cautela e serenidade, monitorando como a duração dos conflitos externos e a política econômica dos Estados Unidos impactam os preços.
Essas pressões refletem-se nas projeções do mercado financeiro. O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15), elevou a estimativa da Selic para 13,5% ao ano até o fim de 2026, comparado aos 13,75% previstos na semana anterior. Simultaneamente, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,11% para 5,3% para este ano, marcando a décima quarta semana consecutiva de alta. O valor supera o teto de 4,5% do intervalo de tolerância da meta de 3% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo limite inferior é de 1,5%.
Paralelamente, a Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira o Projeto de Lei 1838/26, de autoria do governo federal, que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. O presidente da Casa, Hugo Motta, convocou o colégio de líderes para as 14h, com a presença do relator Léo Prates para detalhar o parecer da proposta.
O projeto, enviado em abril sob regime de urgência, trava a pauta do plenário, limitando as votações a PECs, PDLs e requerimentos de urgência até que seja deliberado. A proposta estabelece o limite de 40 horas semanais e oito horas diárias na CLT, assegurando dois dias consecutivos de repouso remunerado. O texto deve seguir a linha da PEC aprovada no final de maio, que já substitui a jornada de 44 horas pela de 40 horas e implementa a escala 5x2, matéria que atualmente segue em análise no Senado.