Economia

Camex mantém aumento de tarifas para carros elétricos e recria cota de isenção para desmontados

24 de Junho de 2026 às 06:10

O Gecex manterá o aumento das tarifas de importação para carros elétricos e híbridos, podendo chegar a 35%. A partir de 1º de julho do próximo ano, haverá isenção tributária por seis meses para importações de veículos desmontados ou semidesmontados até US$ 463 milhões. A Anfavea criticou a medida, alegando prejuízos à indústria nacional

Camex mantém aumento de tarifas para carros elétricos e recria cota de isenção para desmontados
© JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu manter o cronograma de elevação das tarifas de importação para carros elétricos e híbridos, que podem atingir 35%. Paralelamente, o órgão estabeleceu a recriação de uma cota de importação com alíquota zero para veículos nos regimes CKD e SKD (desmontados e semidesmontados), permitindo a montagem final em território brasileiro.

Com validade de seis meses a partir de 1º de julho do próximo ano, esse mecanismo isenta de impostos importações de até US$ 463 milhões. O montante é idêntico ao limite aplicado até janeiro deste ano, e qualquer valor que exceda esse teto estará sujeito às tarifas previstas no cronograma oficial. A isenção não se aplica a veículos eletrificados totalmente montados, que permanecem sob as regras de tributação vigentes.

A gestão do Gecex justifica a medida como uma estratégia para fomentar a inovação, a renovação da frota e a redução de emissões de carbono, argumentando que a eletrificação contribui para a descarbonização da cadeia automotiva e a implementação de tecnologias sustentáveis no país.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) manifestou preocupação com a decisão. A entidade argumenta que a manutenção de cotas com imposto zerado prejudica a indústria local, afetando fabricantes instalados no Brasil, empresas de autopeças e trabalhadores. A associação fundamenta a crítica em manifestações de sindicatos e representantes do setor que alertam para os impactos negativos na produção nacional.

Com informações de Agência Brasil

Notícias Relacionadas