Carros elétricos reduzem despesas diárias em até 80% em comparação a veículos a combustão
O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os preços dos combustíveis e a procura por veículos elétricos. No Brasil, o custo anual de energia para quem roda 18 mil quilômetros é de R$ 1,6 mil, contra R$ 8,3 mil da gasolina e R$ 7,2 mil do álcool

O fechamento do Estreito de Ormuz, decorrente do conflito entre Estados Unidos e Irã, elevou os preços dos combustíveis e intensificou a procura por veículos elétricos. A principal vantagem financeira reside no custo operacional, já que a eletricidade pode reduzir as despesas diárias em até 80% quando comparada à gasolina ou ao álcool.
No mercado norte-americano, a Zero Emission Transportation Association apurou que a economia anual para proprietários de carros elétricos varia entre US$ 1,2 mil e US$ 2,3 mil, oscilação esta determinada pelos preços da gasolina em cada estado.
No Brasil, onde a gasolina apresenta um valor 18% superior ao dos Estados Unidos, a vantagem financeira de um veículo a bateria é ainda mais expressiva. Para um condutor que percorre 1,5 mil quilômetros mensais (18 mil quilômetros por ano), o gasto com energia elétrica é de R$ 135 por mês, totalizando R$ 1,6 mil anualmente.
Em contrapartida, o mesmo trajeto percorrido com um veículo movido exclusivamente a gasolina custa R$ 690 mensais, somando R$ 8,3 mil ao ano. No caso do álcool, o custo mensal é de R$ 600, resultando em um gasto anual de R$ 7,2 mil, valor que já considera a diferença de desempenho do combustível.
Essa disparidade gera uma economia anual de R$ 6,7 mil em relação à gasolina e de R$ 5,6 mil frente ao álcool. Na prática, o desembolso para abastecer um carro flex tradicional é entre 300% e 400% maior do que o custo de recarga de um elétrico.
Os modelos híbridos apresentam um custo intermediário. Em um cenário de uso dividido igualmente entre o modo elétrico e a gasolina, a redução de gastos fica entre 20% e 32% em comparação aos veículos flex.
A viabilidade econômica da bateria permanece superior no cenário atual, embora essa relação possa ser alterada caso ocorra a queda dos preços dos combustíveis fósseis simultaneamente a um aumento nas tarifas de energia elétrica.