Economia

China amplia hegemonia em recursos minerais críticos com descobertas estratégicas na província de Sichuan

23 de Março de 2026 às 06:09

China descobriu 9.7 milhões de toneladas de óxidos de terras raras na província de Sichuan, elevando as reservas totais para 10.4 milhões. Além disso, foram encontrados grandes depósitos de fluorita e barita em Sichuan e Gansu. Esses materiais são essenciais à produção de semicondutores, baterias e perfuração petrolífera

A China amplia sua hegemonia em recursos minerais críticos com descobertas estratégicas na província de Sichuan. Entre os achados, destaca-se a identificação de 9,7 milhões de toneladas de óxidos de terras raras na mina Maoniuping, elevando as reservas totais para 10,4 milhões. Além disso, foram encontradas quantidades significativas de fluorita (27,1 milhões) e barita (37,2 milhões), materiais essenciais à produção de semicondutores, baterias e perfuração petrolífera.

A descoberta reforça a posição chinesa em uma área vital para cadeias industriais estratégicas. A terra rara é um elemento chave na fabricação de produtos avançados como smartphones, veículos elétricos e sistemas militares.

O diretor do Instituto de Recursos Minerais da Academia Chinesa de Ciências Geológicas, Wang Denghong, destacou a importância dos depósitos de fluorita e barita. A fluorita é fundamental para a produção de semicondutores e baterias, enquanto a barita é crucial na perfuração petrolífera.

A China também anunciou outro achado relevante em Gansu: 51.455 toneladas de antimônio foram descobertas no condado de Tanchang. O metal é usado como retardante de chamas e componente eletrônico, reforçando o peso das recentes revelações minerais.

A ampliação dessas reservas ocorre em um momento em que Pequim usa sua posição dominante na produção global de terras raras para pressionar Washington nas tensões comerciais e tecnológicas. A China impôs restrições à exportação de sete elementos de terras raras após tarifas impostas por Donald Trump.

A revisão das regras de controle de exportações permitiu que empresas dependessem da aprovação governamental antes de enviar materiais restritos ao exterior, acrescentando uma nova camada de supervisão sobre o comércio externo. A mudança visava oferecer maior previsibilidade a parceiros comerciais selecionados e estabilizar cadeias de suprimentos.

A alteração parece ter ajudado a reativar exportações para a Europa, mas as relações bilaterais permanecem tensas, refletindo o impacto contínuo das tensões geopolíticas e regulatórias.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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