Economia

CMN dobra prazo de quitação de financiamentos do programa Move Brasil para empresas de transporte

27 de Maio de 2026 às 06:03

O Conselho Monetário Nacional ampliou para 120 meses o prazo de quitação dos financiamentos do programa Move Brasil. A medida beneficia empresas e empresários individuais de transporte coletivo urbano e rodoviário de passageiros. O programa possui R$ 14,5 bilhões em recursos para a compra de veículos e implementos rodoviários

CMN dobra prazo de quitação de financiamentos do programa Move Brasil para empresas de transporte
© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta terça-feira (26), a ampliação do prazo de quitação dos financiamentos do programa Move Brasil, que passa de 60 para 120 meses. A medida dobra o período de pagamento para empresas de transporte rodoviário de passageiros e de transporte coletivo urbano, bem como para empresários individuais do setor.

A iniciativa visa reduzir o valor das parcelas mensais para viabilizar a renovação da frota nacional e estimular a aquisição de veículos modernos e menos poluentes. O Ministério da Fazenda fundamentou a decisão na dificuldade financeira dos operadores em adequar as prestações ao orçamento, dado o alto custo dos veículos e a natureza da operação do setor.

Lançado no início do mês, o Move Brasil dispõe de R$ 14,5 bilhões em recursos autorizados pela Medida Provisória 1.353 de 2026. O crédito é destinado à compra de ônibus urbanos, micro-ônibus, caminhões, caminhões-tratores e implementos rodoviários. A contratação ocorre via instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que detêm a responsabilidade integral pelos riscos das operações.

A alteração no prazo não modifica as taxas de juros do programa nem gera impacto fiscal extra além do subsídio já previsto. Com a flexibilização, a expectativa é ampliar a capacidade de investimento das empresas e acelerar a substituição de frotas antigas para aprimorar a mobilidade urbana.

A decisão foi tomada em reunião extraordinária do CMN, órgão regulador do sistema financeiro brasileiro. O colegiado é composto pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Com informações de Agência Brasil

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