Economia

Conflitos entre Estados Unidos e Irã impulsionam forte alta nos preços do petróleo

18 de Julho de 2026 às 06:10

O petróleo subiu nesta sexta-feira (17), com o Brent a US$ 88,10 e o WTI a US$ 82,49, devido a conflitos entre Estados Unidos e Irã. O dólar fechou a R$ 5,111, enquanto o Ibovespa recuou 0,06%, encerrando aos 173.714,08 pontos

O petróleo registrou forte alta nesta sexta-feira (17), com o barril Brent avançando 4,59% (US$ 88,10) e o WTI subindo 4,48% (US$ 82,49). A valorização, que reflete um acumulado próximo de 16% na semana, foi impulsionada pela intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã, elevando o temor de interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.

Mercado de Câmbio e Ações

O dólar encerrou o dia a R$ 5,111, alta de 0,24%. A moeda norte-americana foi favorecida pela aversão ao risco global, atingindo a máxima de R$ 5,133 às 10h30. No acumulado de julho, a divisa recuou 1%, enquanto em 2026 a desvalorização soma 6,88%.

A pressão sobre o real foi mitigada pela alta do petróleo, que melhora os termos de troca para o Brasil como exportador da commodity. Esse fator, somado a um desempenho superior ao de outras moedas emergentes, manteve em segundo plano a preocupação com o aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

No mercado de capitais, o Ibovespa recuou 0,06%, fechando aos 173.714,08 pontos. O resultado interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos, marcando a primeira perda semanal em um mês.

Dinâmica dos Ativos e Influências Externas

A valorização do petróleo sustentou as ações da Petrobras, limitando a queda do índice da B3. No entanto, o movimento foi insuficiente para compensar as baixas em bloco de bancos e as perdas em empresas de educação, construção civil e varejo, setores pressionados pelo avanço dos juros futuros.

Internamente, os investidores monitoraram a desaceleração da atividade econômica brasileira, conforme indicado pelo IBC-Br de maio.

No cenário global, a migração para ativos de menor risco foi reforçada pela queda de empresas de inteligência artificial e fabricantes de chips. A escalada do conflito no Oriente Médio gera receio de novos choques de oferta de energia, o que pode impactar a inflação mundial e as políticas monetárias das principais economias.

Com informações de Agência Brasil

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