Economia

Consumo global de álcool deve cair continuamente até 2031 segundo projeções da IWSR

11 de Junho de 2026 às 12:09

Projeções da IWSR indicam queda no consumo global de álcool até 2031, com redução superior a 18% nos Estados Unidos e China até 2035. A Índia deve expandir a demanda em 38%, tornando-se o segundo maior mercado mundial até 2032

Consumo global de álcool deve cair continuamente até 2031 segundo projeções da IWSR
Adobe Stock

O volume global de consumo de álcool deve apresentar queda contínua até 2031, conforme projeções da empresa de pesquisa de mercado IWSR. Mesmo com a previsão de que o número de consumidores em idade legal cresça 9% no mundo, a estimativa é que, em 2035, o consumo total esteja 1% abaixo dos níveis registrados no ano passado.

Esse cenário de retração já impacta o setor desde 2023, refletindo-se na queda de vendas de gigantes como a Anheuser-Busch InBev, detentora da Stella Artois e Corona, e a Diageo, produtora do uísque Johnnie Walker, além de provocar a desvalorização de suas ações no mercado financeiro. A redução da demanda é atribuída ao aumento do custo de vida, a novas prioridades de saúde, mudanças nos hábitos de consumo e ao impacto de medicamentos voltados para a perda de peso, que alteram o comportamento dos compradores após o pico ocorrido no período pós-pandemia.

A redistribuição geográfica do mercado será marcante na próxima década. Até 2035, China e Estados Unidos — atualmente os maiores centros de consumo — devem registrar uma queda superior a 18%. Recuos acentuados também são esperados no Japão, Reino Unido e Alemanha.

Em contrapartida, a Índia deve expandir seu consumo em 38% nos próximos dez anos, superando os Estados Unidos para se tornar o segundo maior mercado global de bebidas alcoólicas até 2032, ficando atrás apenas da China. Outras nações apresentarão crescimento na demanda, com destaque para a Colômbia, com alta de 26%, Vietnã, com 15%, e México, com 13%.

Diante desse panorama, Marten Lodewijks, presidente e diretor-geral da IWSR, enfatiza que a alteração nas preferências dos consumidores impõe a necessidade de adaptação das empresas, que não podem mais basear suas estratégias em resultados anteriores.

Notícias Relacionadas