Consumo global de tokens deve crescer 24 vezes até 2030 com a ascensão da IA agente
Projeções do Goldman Sachs indicam que o consumo global de tokens crescerá 24 vezes até 2030 e 55 vezes até 2040, impulsionado por IAs agentes. As consultas de IA devem subir de 5 bilhões em 2025 para 23 bilhões em 2030. A eficiência de novos chips deve reduzir os custos de computação entre 60% e 70% ao ano

O consumo global de tokens deve crescer 24 vezes até 2030 em relação aos níveis de 2026, impulsionado pela ascensão da inteligência artificial "agente". De acordo com projeções do Goldman Sachs, essa tendência se intensifica até 2040, quando a demanda por tokens poderá saltar 55 vezes. O volume de consultas de IA, por sua vez, deve subir de 5 bilhões em 2025 para 23 bilhões em 2030, sendo que 30% desse total será composto por operações de agentes.
A expansão é sustentada por softwares capazes de resolver problemas e operar de forma autônoma, 24 horas por dia, monitorando ambientes, validando dados e utilizando ferramentas externas. A aplicação desses agentes em setores como programação, direito e gestão de cadeia de suprimentos viabiliza a interação máquina-a-máquina sem fadiga, o que torna lucrativos os investimentos em capacidade de computação e beneficia fabricantes de processadores como Arm, AMD e Intel.
No campo dos custos, a eficiência de chips como o Trainium e as versões mais recentes da AMD e NVIDIA deve reduzir os gastos por computação de tokens entre 60% e 70% ao ano. Esse cenário permite que provedores de nuvem e de IA atinjam margens brutas positivas já no primeiro semestre deste ano.
Apesar do otimismo, a adoção empresarial da tecnologia ainda é incipiente, com menos de 25% das companhias utilizando a IA agente e a maioria delas operando sem autonomia total. O Goldman Sachs alerta que a qualidade dos dados representa um risco operacional, pois informações imprecisas podem elevar o consumo de recursos computacionais sem gerar o retorno financeiro esperado.