Copa do Mundo de 2026 deve gerar impacto econômico de até US$ 40,9 bilhões no PIB
A Copa do Mundo de 2026, sediada em 16 cidades de Estados Unidos, México e Canadá, prevê impacto econômico de US$ 40,9 bilhões e a presença de 6,5 milhões de pessoas. O cenário geopolítico elevou a demanda por seguros contra terrorismo e distúrbios civis, enquanto a oferta de coberturas cibernéticas permanece restrita. Relatórios indicam que 80% dos hoteleiros nas sedes registraram reservas abaixo das projeções devido ao preço dos ingressos
A Copa do Mundo de 2026, que terá início em 11 de junho com o confronto entre México e África do Sul no Estádio Azteca, projeta um impacto econômico de até US$ 40,9 bilhões no Produto Interno Bruto, com a expectativa de atrair 6,5 milhões de pessoas, conforme estudo da Fifa e da Organização Mundial do Comércio de abril de 2025. O torneio será o maior da história, contando com 48 seleções e sedes distribuídas em 16 cidades de três países: 11 nos Estados Unidos, três no México e duas no Canadá.
Apesar do potencial financeiro, a contratação de seguros de contingência para o evento tornou-se complexa devido ao atual cenário geopolítico. O mercado de seguros de Londres, especialmente a Lloyd’s, concentra a oferta de coberturas para cancelamentos, abandonos ou interrupções de grandes eventos, visando proteger empresas e indivíduos de perdas financeiras imprevistas. Os principais demandantes dessas apólices dividem-se entre a Fifa, os comitês organizadores locais, as cidades-sede, emissoras e prestadores de serviços de hospitalidade e hotelaria.
A instabilidade política elevou a demanda por extensões de cobertura contra terrorismo e distúrbios civis, riscos que agora recebem maior atenção de patrocinadores e parceiros comerciais do que em edições anteriores. A logística transfronteiriça, por envolver três nações, amplia a vulnerabilidade operacional, já que apólices baseadas em um único país podem não cobrir incidentes que afetem as atividades em outra nação anfitriã.
No campo dos riscos cibernéticos, a oferta no mercado tradicional de contingência permanece restrita, com a maioria das apólices de cancelamento excluindo tais eventos. Embora a Lloyd’s tenha pressionado por coberturas afirmativas antes de 2021, o setor optou por excluir o risco cibernético por considerá-lo sistêmico, especialmente após os impactos da pandemia de Covid-19. Atualmente, algumas frentes de mercado oferecem contingência cibernética, porém com limites reduzidos.
Além das proteções contra violência política, as apólices podem incluir a indenização por prêmios, que resguarda organizadores e empresas contra a oferta de premiações de alto valor.
Paralelamente aos riscos operacionais, o custo elevado dos ingressos impacta a ocupação hoteleira. Um relatório de maio de 2026 da associação americana de hotéis e hospedagem revelou que 80% dos hoteleiros nas cidades-sede registraram reservas abaixo das projeções iniciais. Para o setor de seguros, a Copa de 2026 servirá como termômetro para a evolução da demanda por coberturas globais, especialmente no que diz respeito a exposições cibernéticas e perturbações geopolíticas.