Economia

Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano em terceira queda consecutiva

18 de Junho de 2026 às 06:07

O Copom reduziu a Taxa Selic para 14,25% ao ano nesta quarta-feira (17), com um corte de 0,25 ponto percentual. Esta é a terceira queda consecutiva do indicador, que havia chegado a 15% ao ano entre junho de 2025 e março deste ano

Copom reduz Taxa Selic para 14,25% ao ano em terceira queda consecutiva
© MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Taxa Selic para 14,25% ao ano nesta quarta-feira (17), aplicando um corte de 0,25 ponto percentual. O movimento representa a terceira redução consecutiva da taxa básica de juros, que havia atingido 15% ao ano entre junho de 2025 e março deste ano, o patamar mais elevado em quase duas décadas.

A decisão ocorre em um contexto de recuperação da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com resiliência no mercado de trabalho e a retomada de setores cíclicos. No entanto, o cenário é acompanhado por pressões inflacionárias e expectativas desancoradas. Projeções da pesquisa Focus para a inflação em 2026 e 2027 situam-se em 5,30% e 4,10%, respectivamente, superando o limite superior da banda de tolerância de 4,50%, considerando a meta de 3% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período iniciado em janeiro de 2025.

Externamente, a volatilidade nos preços de commodities e ativos financeiros, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, impacta a política monetária. O Copom destacou que a instabilidade geopolítica elevou os custos de alimentos e combustíveis, dificultando a trajetória de queda dos juros. A instituição ressaltou a necessidade de cautela para países emergentes diante da incerteza sobre acordos de cessar-fogo na região.

No âmbito interno, o Banco Central monitora como a política fiscal influencia os ativos financeiros e a condução monetária. Embora os indicadores mostrem melhora em relação ao último trimestre de 2025, a tendência para o acumulado de 2026 é de desaceleração.

O comitê reiterou que a condução da política monetária visa assegurar a estabilidade de preços, suavizar flutuações na atividade econômica e fomentar o pleno emprego. A magnitude dos próximos ajustes na Selic estará condicionada aos novos dados econômicos, com o objetivo de garantir que a inflação convirja para a meta no primeiro trimestre de 2028.

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