Economia

Cotação do ouro subiu mais de 1.200% entre o título mundial de 2002 e 2026

19 de Junho de 2026 às 18:02

A cotação do ouro subiu 1.238,04% entre 2002 e 18 de junho de 2026, atingindo US$ 4.206,80 por onça-troy. Com os preços atuais, o metal da taça da Copa do Mundo custaria US$ 626.268,20

Cotação do ouro subiu mais de 1.200% entre o título mundial de 2002 e 2026

A cotação do ouro registrou uma alta de 1.238,04% entre o título mundial do Brasil em 2002 e o pregão de 18 de junho de 2026. No período do pentacampeonato, a onça-troy do metal era negociada a US$ 314,40 (R$ 1.617,34), enquanto o valor atual atingiu US$ 4.206,80 (R$ 21.640,62). Mesmo quando ajustado pela inflação do dólar, o ganho real da commodity foi de 619%, já que o valor corrigido da onça-troy de 2002 seria de US$ 585,02 (R$ 3.009,46).

Essa valorização impacta diretamente o custo de reposição da taça da Copa do Mundo. O troféu, projetado por Silvio Gazzaniga, possui 36,8 centímetros de altura, 13 centímetros de diâmetro e pesa 6,175 quilos. Sua composição é formada por 75% de ouro 18 quilates — totalizando 4,631 quilos ou 148,92 onças-troy — e duas faixas de malaquita na base. Se fosse fabricado com os preços atuais, o metal da taça custaria US$ 626.268,20 (R$ 3.221.985,00), montante significativamente superior aos US$ 22.933,40 (R$ 117.987,70) estimados em sua estreia, na Copa de 1974.

A trajetória do metal entre os ciclos mundiais revela diferentes dinâmicas econômicas. Entre 2002 e 2006, o ouro subiu 99,14%, impulsionado por tensões geopolíticas pós-11 de Setembro, a fraqueza do dólar e a criação dos primeiros ETFs. No intervalo até 2010, a alta foi de 91,45%, reflexo da crise financeira de 2008 e da retomada de compras por bancos centrais. O ritmo desacelerou entre 2010 e 2014, com valorização de 9,01%.

Entre 2014 e 2018, o ativo enfrentou queda de 6,08%, pressionado pelo fortalecimento da economia e do dólar nos Estados Unidos, além da expectativa de juros mais altos, o que reduziu a demanda por proteção. A tendência foi revertida entre 2018 e 2022, com avanço de 45,93%. Nesse período, a demanda anual subiu 18%, atingindo 4.741 toneladas, sustentada por investimentos de varejo, inflação e compras de bancos centrais.

O salto mais expressivo ocorreu entre 2022 e 2026, com alta de 134,89%. O ano de 2023 fechou com recorde anual de US$ 2.078,40 (R$ 10.691,70) por onça-troy. Em 2024, a demanda total atingiu a marca histórica de 4.974 toneladas. O movimento culminou em 2025, quando o preço médio anual saltou 44% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 3.431,50 (R$ 17.652,32) por onça e registrando 53 novas máximas históricas, com o pico de US$ 5.405 (R$ 27.804,40) em janeiro. No início da Copa de 2026, em 11 de junho, os preços recuaram devido a realizações de lucros e expectativas de juros americanos.

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