Custo da cesta básica subiu em 17 capitais brasileiras durante o mês de junho
O custo da cesta básica subiu em 17 capitais brasileiras em junho, com maior alta em Boa Vista (3,28%). No primeiro semestre, todas as capitais registraram elevações entre 4,02% e 21,48%, impulsionadas principalmente pelo feijão. São Paulo apresentou o maior custo médio do país, totalizando R$ 965,47

O custo da cesta básica subiu em 17 capitais brasileiras durante o mês de junho, enquanto as demais cidades e o Distrito Federal registraram queda. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a maior alta mensal foi verificada em Boa Vista, com 3,28%, seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
No acumulado do primeiro semestre, todas as capitais do país apresentaram elevação nos preços, com variações que partiram de 4,02%, em São Luís, e chegaram a 21,48%, em Fortaleza.
A pressão nos preços de junho foi impulsionada principalmente pelo feijão, que encareceu em todas as localidades analisadas devido a fatores climáticos e à diminuição da área de cultivo nas primeira e segunda safras. Outros itens que registraram alta foram o leite integral, a carne bovina de primeira e o arroz agulhinha.
São Paulo concentrou o maior custo médio da cesta básica no país, totalizando R$ 965,47. Na sequência, aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Já nas capitais do Norte e Nordeste, que possuem composições de cesta distintas, os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Considerando o valor da cesta em São Paulo e a premissa constitucional de que o salário mínimo deve cobrir gastos essenciais como alimentação, saúde, moradia, educação, transporte, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o piso salarial em junho deveria ser de R$ 8.110,92. Esse montante representa um valor cinco vezes maior que o salário mínimo vigente, de R$ 1.621.