Demanda por inteligência artificial deve encarecer dispositivos eletrônicos domésticos até 2028
A demanda de servidores de inteligência artificial deve encarecer eletrônicos domésticos até 2028. A consultoria Jefferies Equity Research prevê alta de 50% nos custos de memória no terceiro trimestre deste ano. A Samsung alerta que a crise na produção de chips afeta preços de smartphones, tablets, smartwatches e televisores
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A alta nos preços da memória RAM, impulsionada pela crescente demanda de servidores para inteligência artificial, deve encarecer os dispositivos eletrônicos domésticos até 2028. De acordo com a consultoria Jefferies Equity Research, a previsão é que os custos da memória para esses aparelhos subam cerca de 50% no terceiro trimestre deste ano, com nova tendência de alta em dezembro.
Executivos da Samsung, como o presidente e diretor de marketing global Wonjin Lee e o codiretor executivo Tae-Moon Roh, alertaram que a crise na produção de chips afeta a estratégia de preços de televisores e outros dispositivos que dependem de software, incluindo smartphones, tablets e smartwatches.
No caso das smart TVs, embora o painel represente a maior fatia do custo final (entre 60% e 70%), a placa-mãe — onde se localizam os chips de memória — é o segundo componente mais caro. O impacto financeiro deve ser mais severo nos modelos de entrada, pois, como o painel desses aparelhos é mais barato, a memória assume um peso proporcionalmente maior no preço total.
Uma TV convencional utiliza entre 1 GB e 4 GB de RAM e entre 8 GB e 32 GB de armazenamento para o sistema operacional e aplicativos. Modelos 4K e aparelhos com mais funções inteligentes demandam maior capacidade de processamento e memória para garantir a fluidez da imagem. Sistemas operacionais como Android TV, Google TV e Fire TV (Amazon) são os que apresentam maior consumo de recursos, enquanto Tizen e WebOS também são amplamente utilizados.
A tendência de alta de preços é agravada pela introdução de novas tecnologias em 2026. A implementação de algoritmos de IA para melhorias de imagem e som em tempo real, como o "AI Football Mode Pro" da Samsung, exige maior consumo de memória. Além disso, a nova geração de painéis RGB MiniLED, que emitem luz azul, verde e vermelha de forma independente para competir com a tecnologia OLED, depende de hardware potente e algoritmos de análise de quadros, tornando esses modelos ainda mais suscetíveis ao encarecimento dos componentes.
Enquanto os painéis RGB MiniLED oferecem alta luminosidade — chegando a 8.000 nits em modelos da Hisense —, a tecnologia OLED permanece superior em contraste e profundidade de cor.
Diante desse cenário, a recomendação para consumidores em 2026 é a aquisição de modelos fabricados em 2023 ou 2024, que tendem a ser mais baratos e menos impactados pela crise atual de semicondutores. Entre as opções destacam-se:
* **Sony Bravia 8 II (2025):** Painel QD-OLED com maior brilho e profundidade de cor.
* **Samsung QN90D (2024):** Neo QLED MiniLED com escalonamento por IA e sistema antirreflexo.
* **Samsung S95D (2024):** OLED com alta luminosidade e antirreflexo.
* **TCL QM851G (2024):** MiniLED com 20.000 zonas de controle e brilho de até 5.000 nits.
* **Hisense Série Q (2025):** Linha com melhorias em imagem e som, com modelos de 55 a 100 polegadas.
* **LG série 5 (2025):** Evolução em painéis e processadores de IA para som e imagem.