Economia

Dólar chega a R$ 5,30 após escalada do conflito no Oriente Médio

22 de Março de 2026 às 04:55

O dólar comercial alcançou R$ 5,309 após escalada do conflito no Oriente Médio e alta nos preços de energia. O Ibovespa recuou mais de 2% em uma sexta-feira tensa para o mercado financeiro, fechando a última sexta-feira em 176.219 pontos com perda de 6,66%. A instabilidade global também afetou negativamente a bolsa brasileira

Dólar ultrapassa R$ 5,30 após escalada do conflito no Oriente Médio e alta nos preços de energia. O Ibovespa recuou mais de 2% em uma sexta-feira tensa para o mercado financeiro.

O dólar comercial encerrou a última sexta-feira vendido a R$ 5,309, com aumento de R$ 0,093 (+1,79%) ante ao fechamento anterior. A cotação abriu perto de R$ 5,24 e acelerou sua alta após o início das negociações nos Estados Unidos.

O mercado de ações também sofreu com as incertezas externas. O Ibovespa, que mede o desempenho da bolsa brasileira, fechou em 176.219 pontos e registrou queda de 2,25%. Esse foi seu menor valor desde janeiro passado.

O indicador acumula perda de 6,66% no mês até agora e segue uma tendência descendente há quatro semanas consecutivas. Além disso, o Ibovespa também caiu 0,81%, refletindo a pressão externa causada pela valorização do dólar global.

A alta dos juros nos Estados Unidos foi outro fator que contribuiu para as perdas no mercado de ações brasileiro. Investidores começaram a considerar o risco inflacionário provocado pelo aumento dos preços da energia e, em resposta, os títulos do Tesouro estadunidense aumentaram seu valor.

Essa pressão nos ativos de maior risco foi especialmente sentida em países emergentes como o Brasil. A instabilidade global se intensificou com a escalada das tensões envolvendo o Irã e as ameaças à interrupção no fornecimento de petróleo, que elevaram os preços da energia.

O Brent, um indicador importante para a cotação do petróleo, fechou acima dos US$ 112 por barril com alta de mais de 3%. Isso aumenta o risco de choque prolongado nos preços de energia e pressiona ainda mais os mercados financeiros.

O impacto dessa instabilidade no Brasil foi significativo. O real teve um desempenho ruim entre as moedas emergentes, refletindo a saída de recursos do país e redução em posições ativas locais. A alta dos juros globais também afetou negativamente a bolsa brasileira.

Papéis de setores sensíveis ao ciclo econômico e crédito foram especialmente pressionados com o aumento nos preços futuros, reforçando as perdas no mercado financeiro.

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