Dólar fecha a R$ 4,95 e atinge o menor patamar desde março de 2024
O dólar comercial fechou a quinta-feira (30) a R$ 4,952, com queda de 0,99%. O euro recuou 0,48%, cotado a R$ 5,811, enquanto o Ibovespa subiu 1,39%, encerrando aos 187.318 pontos. O petróleo Brent ficou estável a US$ 110,40 e o WTI caiu 1,69%, fechando em US$ 105,07
O dólar comercial encerrou a sessão de quinta-feira (30) cotado a R$ 4,952, registrando queda de 0,99% (R$ 0,049) e atingindo o patamar mais baixo desde 7 de março de 2024. No acumulado de abril, a moeda estadunidense recuou 4,38%, enquanto a desvalorização no ano soma 9,77%, posicionando o real entre as moedas de melhor desempenho no período. O euro comercial também apresentou recuo de 0,48% no dia, fechando a R$ 5,811, o menor valor desde 24 de junho de 2024.
A valorização do real é sustentada pelo diferencial de taxas de juros entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto o Federal Reserve manteve os juros americanos entre 3,50% e 3,75%, o Banco Central do Brasil, apesar de ter reduzido a Selic para 14,50% ao ano na quarta-feira (29), manteve a taxa em patamar elevado e sinalizou cautela com cortes futuros devido a riscos inflacionários. Esse cenário, somado à perda de força global do dólar, atraiu capital estrangeiro para ativos brasileiros.
No mercado de ações, o Ibovespa fechou a quinta-feira aos 187.318 pontos, com alta de 1,39%, interrompendo uma sequência de seis quedas consecutivas. O resultado reflete a entrada de recursos externos e a percepção de estabilidade econômica diante de cortes mais graduais na Selic. Apesar do avanço pontual, o índice terminou o mês de abril praticamente estável. A resiliência da economia, evidenciada por indicadores do mercado de trabalho, reforça a tendência de menor espaço para reduções agressivas de juros no curto prazo.
No mercado de commodities, o petróleo Brent encerrou o dia praticamente estável, a US$ 110,40, enquanto o barril WTI caiu 1,69%, fechando em US$ 105,07. O pregão foi marcado por forte volatilidade, com preços que superaram os US$ 120 devido a tensões geopolíticas envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, além de restrições no Estreito de Hormuz. A manutenção dos preços em níveis elevados continua a pressionar a inflação global e a influenciar as políticas monetárias internacionais.