Dólar fecha abaixo de R$ 5,10 após dados de inflação nos Estados Unidos virem abaixo do esperado
O dólar fechou a terça-feira (14) abaixo de R$ 5,10 após dados de inflação nos Estados Unidos virem menores que o esperado. O Ibovespa subiu 0,51%, enquanto o petróleo Brent avançou 1,72% devido a tensões entre EUA e Irã

O dólar encerrou a terça-feira (14) cotado abaixo de R$ 5,10, marca não atingida desde o mês anterior. A desvalorização da moeda americana foi impulsionada por dados de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo do esperado, enfraquecendo a divisa frente a moedas globais e beneficiando ativos de países emergentes, como o real.
O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou deflação de 0,4% em junho, superando a projeção de 0,1% negativo. Já a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,5%, também abaixo das expectativas. Esse cenário reduziu as apostas do mercado por novos aumentos nas taxas de juros conduzidas pelo Federal Reserve (Fed).
Refletindo esse movimento, o índice DXY, que monitora o desempenho do dólar contra seis moedas fortes, recuou 0,35%.
Mercado de Ações
O Ibovespa acompanhou a tendência positiva e fechou em alta de 0,51%, atingindo os 176.641 pontos. Com a recuperação do patamar dos 176 mil pontos, o índice reverteu a queda registrada na sessão anterior, sustentado principalmente pelo alívio nas projeções de juros americanos.
Petróleo e Tensões Geopolíticas
No mercado de energia, os preços do petróleo atingiram o nível mais alto em aproximadamente um mês, pressionados pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência global, subiu 1,72%, cotado a US$ 84,73, enquanto o WTI (Texas) avançou 1,53%, fechando a US$ 79,34.
A valorização ocorre devido aos riscos de interrupção na oferta mundial, motivada por:
* Restabelecimento do bloqueio naval americano ao Irã;
* Incertezas no Estreito de Ormuz, via de transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Apesar da tendência de alta, o crescimento dos preços foi freado pela perspectiva de que a energia mais cara possa elevar a inflação global e desacelerar o crescimento econômico, o que reduziria a demanda futura pelo insumo.