Economia

Dólar fecha em alta e atinge o maior patamar desde o fim de março

02 de Julho de 2026 às 06:11

O dólar comercial subiu 0,92%, fechando a R$ 5,209 nesta quarta-feira (1º), enquanto o Ibovespa recuou 0,20%, encerrando aos 171.688 pontos. A movimentação ocorreu sob a expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos

Dólar fecha em alta e atinge o maior patamar desde o fim de março
© VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (1º) com alta de 0,92%, cotado a R$ 5,209, atingindo a máxima de R$ 5,219 durante o dia. O valor representa o patamar mais elevado da moeda desde 30 de março, quando fechou a R$ 5,24, embora o acumulado do ano ainda registre queda de 5,08%. No mesmo período, o Ibovespa recuou 0,20%, fechando aos 171.688 pontos, em um pregão marcado por oscilações que variaram entre perdas superiores a 1% e uma breve alta vespertina.

A valorização da moeda norte-americana e a queda do índice da B3 foram impulsionadas pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros elevados nos Estados Unidos. Esse cenário torna os títulos do Tesouro americano mais atrativos, o que eleva a demanda pelo dólar e drena recursos de mercados emergentes. A tendência de saída de capital estrangeiro da B3 foi confirmada pelo saldo líquido negativo de R$ 8,7 bilhões em junho, mantendo o fluxo observado desde abril.

No cenário externo, a criação de 98 mil empregos no setor privado dos Estados Unidos em junho foi divulgada nesta quarta-feira. O mercado agora aguarda o relatório payroll, previsto para quinta-feira (2), para balizar a política monetária americana. Paralelamente, dirigentes do Fed e do Banco Central Europeu (BCE) evitaram dar prazos para eventuais reduções nas taxas de juros.

No ambiente doméstico, a volatilidade do primeiro pregão do segundo semestre foi acentuada por ajustes de carteira dos investidores. Operadores também monitoraram pesquisas eleitorais e a saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher. Já o Banco Central reportou que o fluxo cambial brasileiro somou US$ 7,168 bilhões até 26 de junho, dado que não alterou a dinâmica dos mercados.

Quanto ao desempenho dos ativos, as ações de mineradoras encerraram próximas da estabilidade e as de bancos não apresentaram direção única. Já os papéis de petroleiras oscilaram acompanhando a baixa do petróleo no mercado internacional.

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