Economia

Dólar fecha em patamar mais alto em quase três meses devido à aversão ao risco global

24 de Junho de 2026 às 06:10

O dólar atingiu o nível mais alto em quase três meses nesta terça-feira (23), enquanto o Ibovespa subiu 0,52%, fechando aos 171.258 pontos. O Nasdaq recuou cerca de 2% e os contratos do petróleo Brent e WTI caíram 0,93% e 0,88%, respectivamente

O dólar encerrou a terça-feira (23) no patamar mais alto em quase três meses, impulsionado por uma maior aversão ao risco global. A valorização da moeda americana ocorreu enquanto investidores aguardam a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos, principal termômetro de inflação do Federal Reserve (Fed). A expectativa é que dados de atividade econômica americana acima do previsto mantenham a política monetária do Banco Central dos Estados Unidos mais restritiva.

No mercado de renda variável, o Ibovespa fechou aos 171.258 pontos, registrando alta de 0,52%. O índice reverteu a queda ocorrida no início do pregão, que acompanhava o cenário negativo internacional, com a valorização de papéis de grandes bancos, empresas do ciclo econômico e ações da Petrobras. O desempenho positivo foi favorecido pelo recuo das taxas de juros futuros após a publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No documento, o Banco Central sinalizou que a interrupção do corte de juros poderá ocorrer dependendo do contexto externo, o que mitigou a incerteza gerada pelo comunicado da semana anterior, que omitia as próximas etapas para a Selic.

No exterior, o índice Nasdaq recuou cerca de 2%, pressionado por realizações de lucros em companhias de inteligência artificial e tecnologia. Paralelamente, a cautela dos investidores foi ampliada por indicadores de atividade econômica mais fracos na Europa.

As commodities também registraram baixa. O contrato do Brent para setembro, referência para a Petrobras, caiu 0,93%, cotado a US$ 76,80 por barril. O WTI, para agosto, recuou 0,88%, fechando a US$ 73,21. O movimento foi motivado por negociações entre Estados Unidos e Irã, com a possibilidade de flexibilização de restrições ao petróleo iraniano e mudanças no fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz, elevando a perspectiva de maior oferta global.

Com informações de Agência Brasil

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