Economia

Dólar fecha em queda com a redução das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã

29 de Maio de 2026 às 09:18

O dólar comercial fechou a quinta-feira (28) a R$ 5,032, com queda de 0,57%. O Ibovespa encerrou aos 175.063 pontos, recuando 0,39%, enquanto o petróleo Brent subiu 0,49%, cotado a US$ 92,70

Dólar fecha em queda com a redução das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã
© VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO

O dólar comercial encerrou a quinta-feira (28) cotado a R$ 5,032, registrando uma queda de 0,57% (R$ 0,029). A moeda abriu o dia a R$ 5,07, mas recuou após a abertura dos mercados nos Estados Unidos, atingindo a mínima de R$ 5,02 por volta das 15h15. O desempenho do real foi superior ao de outras moedas emergentes, impulsionado por um cenário externo favorável.

A desvalorização da moeda norte-americana ocorreu devido ao avanço de um entendimento preliminar entre Estados Unidos e Irã para ampliar o cessar-fogo no Oriente Médio e retomar negociações sobre o programa nuclear iraniano. A redução das tensões geopolíticas diminuiu a busca global por ativos de segurança. Somou-se a isso a divulgação do índice PCE nos Estados Unidos, principal termômetro de inflação do Federal Reserve, que apresentou números ligeiramente abaixo das expectativas, reforçando a tese de inflação controlada na economia americana.

No mercado de capitais, o Ibovespa fechou aos 175.063 pontos, com recuo de 0,39%, divergindo do recorde registrado pelas bolsas em Nova York. O índice brasileiro foi impactado pela cautela quanto à trajetória dos juros no Brasil e pelo desempenho das ações da Petrobras. Os papéis preferenciais da estatal caíram 0,72% e as ordinárias recuaram 1,16%, movimento que ocorreu mesmo após a companhia anunciar reajustes na gasolina em suas refinarias.

A instabilidade nas ações da Petrobras refletiu a volatilidade do petróleo. O Brent, referência internacional, fechou com alta de 0,49%, a US$ 92,70 o barril, enquanto o WTI subiu 0,25%, encerrando a US$ 88,90. As cotações foram pressionadas para baixo pela possibilidade de reabertura total do Estreito de Ormuz, mas encerraram em alta moderada devido a novos relatos de ataques e incertezas persistentes na região.

No cenário doméstico, o mercado monitorou a inflação e as perspectivas para a taxa Selic. A percepção de preços ainda elevados gera dúvidas sobre a velocidade dos cortes de juros pelo Banco Central, mesmo diante de sinais de desaceleração econômica, como a redução na criação de empregos formais ocorrida em abril.

Com informações de Agência Brasil

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