Dólar fecha em queda e atinge o patamar mais baixo em três semanas
O dólar caiu 0,5% nesta quinta-feira (9), fechando a R$ 5,123, enquanto o Ibovespa subiu 1,22%, atingindo 172.742,12 pontos. O petróleo Brent recuou 2,2%, cotado a US$ 76,30, e o WTI caiu 2%, para US$ 72,08

O dólar encerrou a quinta-feira (9) com queda de 0,5%, cotado a R$ 5,123, atingindo o patamar mais baixo em três semanas. O movimento acompanhou a desvalorização da moeda norte-americana frente ao euro, ao iene e a divisas de economias emergentes, como o rand sul-africano e os pesos chileno e colombiano. O índice DXY, que monitora a moeda dos Estados Unidos perante seis moedas fortes, recuou 0,08%, fechando em 100,940 pontos. No acumulado de 2026, a moeda apresenta baixa de 6,65%. Durante a sessão, a cotação oscilou entre a máxima de R$ 5,156, às 10h, e a mínima de R$ 5,1129, às 15h, com volume de negócios reduzido devido ao feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo.
Simultaneamente, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três quedas e subiu 1,22%, fechando aos 172.742,12 pontos. O resultado reflete a alta nas bolsas dos Estados Unidos e a redução dos prêmios de risco globais, fator que também impactou a curva de juros brasileira. Apesar do avanço diário, o índice registra recuo de 0,76% na semana e alta de 0,42% em julho, mantendo uma valorização de 7,21% no ano de 2026.
No mercado de commodities, o petróleo Brent recuou 2,2%, cotado a US$ 76,30 por barril, enquanto o WTI caiu 2%, para US$ 72,08. A correção ocorreu após o Brent atingir o pico de duas semanas na quarta-feira (8). A queda nos preços aconteceu mesmo com a manutenção de ataques entre Irã e Estados Unidos e as dificuldades logísticas no Estreito de Ormuz, via por onde transita 20% do petróleo mundial. O recuo do prêmio de risco geopolítico foi impulsionado por tentativas diplomáticas de retomar as negociações entre Teerã e Washington, mitigando o receio de que a oferta global da commodity fosse interrompida por longo período.