Dólar ultrapassa R$ 5,30 e Ibovespa registra queda de mais de 2% em um dia tenso
O dólar alcançou R$ 5,309 após alta de R$ 0,093 (+1,79%) em relação à sexta-feira. O Ibovespa registrou queda de 2,25% e fechou a R$ 176.219 pontos. As taxas dos títulos do Tesouro estadunidense avançaram pressionando ativos de maior risco
O dólar ultrapassou R$ 5,30 e o Ibovespa registrou queda de mais de 2% em um dia marcado por tensão no mercado financeiro. A instabilidade refletiu a aversão global ao risco diante da escalada do conflito no Oriente Médio e do aumento nos preços de energia.
A cotação do dólar comercial encerrou o último sábado vendido a R$ 5,309, com alta de R$ 0,093 (+1,79%) em relação à sexta-feira. A abertura dos mercados nos Estados Unidos impulsionou a valorização da moeda estadunidense.
O Ibovespa fechou o dia aos 176.219 pontos, registrando queda de 2,25%. O indicador está no menor nível desde 22 de janeiro e acumula perda de 6,66% em março. Em contrapartida, a bolsa brasileira apresentou alta de 9,37% ao longo do ano.
A pressão externa foi impulsionada pela valorização global do dólar e pelo aumento dos juros nos Estados Unidos. Investidores passaram a considerar a possibilidade de que o Federal Reserve adote uma postura mais rígida diante da inflação provocada pelo encarecimento da energia.
As taxas dos títulos do Tesouro estadunidense avançaram, pressionando ativos de maior risco. O conflito no Oriente Médio elevou a incerteza global e ameaças de interrupção nos fornecimentos de petróleo aumentaram a cautela nos mercados.
Os preços internacionais do petróleo também registraram alta, com o Brent fechando acima de US$ 112 por barril. Relatórios financeiros indicam que uma interrupção prolongada no fluxo de petróleo pode manter os preços elevados por meses e pressionar a inflação global.
O real teve um dos piores desempenhos entre moedas emergentes, refletindo saída de recursos e redução de posições em ativos locais. A alta nos juros globais e a incerteza externa também impactaram a bolsa brasileira, com queda disseminada entre as ações sensíveis ao ciclo econômico.
Papéis do setor construção civil foram especialmente pressionados, acompanhando o aumento dos juros no mercado futuro.