Economia

Estados Unidos aplicam tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho

18 de Julho de 2026 às 06:12

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos aplicará tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, como etanol e máquinas agrícolas, a partir de 22 de julho. Itens como petróleo, café e carne bovina estão isentos da medida. O governo brasileiro monitora a possibilidade de uma sobretaxa adicional de 12,5% relacionada a investigações sobre trabalho forçado

Estados Unidos aplicam tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho
Globo

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) estabeleceu a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho. A medida é o resultado de uma investigação comercial conduzida pelo órgão durante um ano, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo americano para combater barreiras comerciais externas.

Itens taxados e isenções

A sobretaxa incidirá sobre produtos como papel, máquinas agrícolas e etanol. No entanto, o USTR definiu uma lista de isenções para itens considerados sensíveis à economia dos Estados Unidos, seja por falta de produção doméstica ou para evitar a alta de preços internos. Estão fora da taxação:
* Petróleo
* Café
* Carne bovina
* Aeronaves
* Celulose

Impactos e negociações governamentais

O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a medida como "injusta e descabida", ressaltando que o Brasil já apresenta déficit na relação comercial com os Estados Unidos. Apesar da crítica, Alckmin afirmou que o país permanece na mesa de negociações. A estratégia do governo, sob orientação do presidente Lula, consiste em ouvir os setores afetados e buscar a abertura de novos mercados.

O presidente Lula informou que aguardará a manifestação de Donald Trump para se pronunciar oficialmente sobre o tarifaço, enfatizando que não permitirá que a sociedade brasileira seja enganada pelos Estados Unidos.

Risco de taxação cumulativa

O governo brasileiro monitora ainda a possibilidade de uma nova tarifa adicional de 12,5%, motivada por supostas falhas na fiscalização e proibição de importações de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A principal incerteza técnica, apontada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, é se esse novo percentual será cumulativo aos 25% já estabelecidos. A conclusão da investigação sobre o trabalho forçado está prevista para a próxima sexta-feira, data em que será definida a incidência ou a exclusão dessa sobretaxa.

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