Economia

Estados Unidos propõem tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras devido a barreiras comerciais

08 de Julho de 2026 às 18:08

Os Estados Unidos propuseram tarifas de 25% sobre produtos brasileiros devido a investigações sobre práticas comerciais, incluindo o sistema Pix e o desmatamento. O prazo para negociações termina em 15 de julho, com reuniões técnicas e de alto nível em andamento

Os Estados Unidos propuseram a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, fundamentadas em uma investigação que aponta a existência de práticas brasileiras que restringem ou oneram o comércio com o país norte-americano. Entre os pontos questionados pelo escritório do representante comercial americano (USTR) estão a pirataria, o desmatamento ilegal, falhas em leis anticorrupção e o sistema Pix.

O prazo para a conclusão das negociações termina em 15 de julho. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores classifica a postura do USTR como inflexível, alegando que dados técnicos e comerciais apresentados pelo Brasil foram desconsiderados. O Palácio do Planalto e o Itamaraty avaliam que não haverá a reversão total do tarifaço, mas a possibilidade de reduções ou a abertura de exceções.

Apesar do impasse, a embaixada dos Estados Unidos lançou o programa SelectUSA Every Day, iniciativa do Departamento de Comércio voltada a empresas brasileiras que buscam expandir investimentos e a participação no mercado americano, com o intuito de fortalecer a relação comercial bilateral.

Os Estados Unidos ocupam a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, superados apenas pela China. A balança comercial entre as duas nações é superavitária para os americanos, que exportam para o Brasil um valor agregado maior do que o volume de importações.

As tratativas seguem com reuniões periódicas entre técnicos. Após uma nova rodada técnica realizada nesta terça-feira, está prevista uma agenda de alto nível envolvendo Jamieson Greer e representantes brasileiros, como o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e os secretários do Itamaraty Philip Fox Gough, responsável por Assuntos Econômicos, e Maurício Lyrio, da pasta de Meio Ambiente.

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