Estados Unidos propõem tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras por práticas comerciais desleais
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras por práticas comerciais desleais. A medida exclui produtos estratégicos e fundamenta-se em questões como pirataria, desmatamento ilegal e a operação do PIX
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após concluir que o país adota práticas comerciais desleais. A medida exclui produtos considerados estratégicos para a economia americana, como café, carne, frutas, aeronaves e terras raras.
A investigação aponta que o Brasil impõe restrições ou ônus aos EUA por meio de falhas na aplicação de leis anticorrupção, pirataria, desmatamento ilegal e a operação do PIX.
No cenário político interno, o governo federal prevê um cenário adversos, com projeções de impactos similares aos esperados para 2025 caso novas taxações sejam implementadas. O presidente Lula associou a medida a ações da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-os como traidores da pátria e afirmando que os filhos do ex-mandatário são piores que o pai. A base governista apelidou a proposta de "tariflávio".
Em contrapartida, a oposição atribui a responsabilidade ao governo atual. Enquanto isso, o senador Marco Rubio afirmou que a América possui diversos aliados e amigos, mas não incluiu o Brasil nessa definição. O episódio gera repercussões no Congresso, embora os parlamentares Davi Alcolumbre e Hugo Motta não tenham se manifestado.
A gravidade do novo tarifaço é apontada como um fator com potencial de influenciar a corrida eleitoral brasileira e as relações diplomáticas entre as duas nações.