Economia

Estados Unidos propõem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros após investigação comercial do governo Trump

26 de Junho de 2026 às 15:07

Os Estados Unidos propõem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros devido a divergências em propriedade intelectual, mercado de etanol, tarifas e desmatamento. Uma audiência pública ocorrerá em 6 de julho de 2026. O governo norte-americano também classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas

Os Estados Unidos propõem a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, como medida responsiva a uma investigação comercial aberta em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump. A medida é coordenada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável pela formulação da política comercial norte-americana.

Em carta oficial datada de 23 de junho de 2026, o secretário de Estado, Marco Rubio, informou ao senador Flávio Bolsonaro que o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, identificou diferenças substanciais entre as duas nações. Os pontos de conflito incluem a proteção de propriedade intelectual, barreiras ao mercado de etanol, tarifas preferenciais consideradas injustas e o desmatamento ilegal.

O processo prevê a realização de uma audiência pública no dia 6 de julho de 2026, etapa da legislação comercial dos EUA que permite a manifestação de governos, associações e empresas antes da decisão final da administração Trump.

No mesmo documento, Rubio confirmou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. O governo norte-americano fundamenta a decisão na necessidade de combater redes financeiras, de armas e de drogas para proteger a segurança do hemisfério contra o crime organizado transnacional.

A correspondência, que responde a contatos anteriores e a uma visita do parlamentar a Washington, registra a oferta de Flávio Bolsonaro de disponibilizar uma equipe de transição aos Estados Unidos caso seja eleito nas eleições de outubro. O secretário de Estado afirmou que os EUA estão dispostos a colaborar com a liderança escolhida pelo povo brasileiro para estabelecer uma estrutura de investimento mutuamente benéfica.

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