Economia

EUA propõem tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros por falhas na fiscalização do trabalho forçado

04 de Junho de 2026 às 12:27

Os Estados Unidos propuseram uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros por falhas na fiscalização de trabalho forçado. A medida pode impactar US$ 15 bilhões em exportações caso a taxa total atinja 25%. O governo brasileiro contestou as investigações e enviou dados para a Seção 301

O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros após concluir que o Brasil, junto a outras 59 economias, falhou na fiscalização e proibição de mercadorias produzidas via trabalho forçado. Caso a tarifa total chegue a 25%, o volume de exportações impactado pode atingir US$ 15 bilhões, conforme dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

Paralelamente, Washington sugeriu uma taxa extra de 10% para economias que já possuem proibições parciais ou acordos de comércio recíproco, grupo que inclui a União Europeia. A implementação dessas medidas depende de consulta pública, com recebimento de comentários escritos até 6 de julho de 2026 e a realização de audiências públicas pelo USTR no dia seguinte.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou os argumentos americanos como ilegítimos e informou que o Brasil já enviou dados para contestar as investigações da Seção 301. Os relatórios finais foram entregues antes do prazo definido durante o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido em maio, em Washington.

Embora o Brasil pretenda manter o diálogo com os Estados Unidos após a divulgação dos documentos, não existe data definida para a conclusão das negociações. O presidente Lula participará da reunião do G7 em Evian, na França, mas a realização de um encontro bilateral com Trump para discutir a pauta tarifária ainda não foi confirmada.

Notícias Relacionadas