Exportações brasileiras para os Estados Unidos caem 14% em maio e somam US$ 3,09 bilhões
Exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 14% em maio, somando US$ 3,09 bilhões. O período de janeiro a maio registrou déficit comercial de US$ 1,47 bilhão com o país. No mesmo intervalo, o Brasil obteve superávit geral de US$ 32,662 bilhões

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 14% em maio, totalizando US$ 3,09 bilhões, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O recuo nas vendas para o mercado estadunidense ocorre desde agosto do ano passado, período em que entraram em vigor as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. No acumulado de janeiro a maio, as exportações para o país somaram US$ 14,01 bilhões, uma redução de 16%.
O comércio bilateral perdeu força no quinto mês do ano, com as importações vindas dos Estados Unidos também recuando 11%, para US$ 3,21 bilhões. O resultado gerou um déficit comercial de US$ 121 milhões em maio e um saldo negativo de US$ 1,47 bilhão no período de janeiro a maio, quando as importações totalizaram US$ 15,48 bilhões. A participação dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira caiu de 12% em maio de 2025 para 9,7% em maio deste ano.
Apesar dos números, a diretoria de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) indica que não há evidências de mudança estrutural na relação comercial. O ritmo de queda tem se arrefecido: após a retração de 35% em outubro e 26% em janeiro, as reduções foram de 20% em fevereiro, 10% em março e 10% em abril, antes de chegar aos 14% em maio.
Em contrapartida, a China ampliou sua dominância como principal destino dos produtos brasileiros. Em maio, as vendas para o país asiático cresceram 9,5%, atingindo US$ 10,5 bilhões, enquanto as importações subiram 24,2%, para US$ 6,8 bilhões, resultando em um superávit mensal de US$ 3,7 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações para a China somaram US$ 43,26 bilhões (+21,8%) e as importações chegaram a US$ 30,76 bilhões (+4,1%), com superávit de US$ 15,5 bilhões. A fatia chinesa nas exportações brasileiras subiu de 32,1% para 32,9% no período.
No setor de energia, o conflito no Oriente Médio e os consequentes choques de oferta elevaram os preços internacionais, impulsionando as exportações de óleos combustíveis da indústria de transformação, que cresceram 75,2% em volume e 49,8% em valor em maio. Já o petróleo bruto apresentou retração no mesmo mês, com queda de 9,3% no valor e 42,1% no volume embarcado. O Mdic classifica esse movimento como pontual, descartando impactos do imposto de exportação sobre a oferta brasileira, citando a entrada de uma nova plataforma de produção em fevereiro como prova da continuidade dos investimentos.
No balanço geral, o Brasil acumulou um superávit comercial de US$ 32,662 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, superando os US$ 24,33 bilhões do ano anterior. O desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas para a China e pelos resultados de commodities e produtos do setor de energia.